Observatório: uma luta inglória

Os argumentos da Prefeitura, que decidiu por um reajuste de apenas 1% para os servidores e professores municipais, curiosamente não se alicerçam na fraca arrecadação. Há quem garanta, inclusive, que ela aumentou, comparando o primeiro trimestre deste ano a igual período de 2004.
      A rigor, afora alguma firula verbal, o raciocínio oficial é totalmente voltado ao cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixa um percentual máximo (54%) da receita, como destino a ser dado ao pagamento de salários.
      De outro lado, quem recebe seu “ordenado” (antigamente era esse o termo equivalente a salário, para funcionário público), os barnabés (outra expressão que vem de looonge), não querem saber disso. Preferem preservar ganhos obtidos com os planos de carreira e receber, no mínimo, a inflação dos últimos 12 meses. O que significaria algo como 8%. Tenho a impressão, só impressão, que se a Prefeitura dobrar o que oferece, já sai acordo. Até porque, salvo improbabilíssima avaliação equivocada, não há mobilização suficiente para greve prolongada. O desgaste seria muito maior que o improvável ganho.
      De resto, é esperar para ver quais os próximos passos de um lado. E de outro.



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