Uma cidade multicolorida. Embora cinzenta

Hannover – 20h36 – Na volta do território da feira, onde estive com os professores Nilza Zampieri e Alexandre Campos, e após conversar com Gerd Wassember, coordenador do Pavilhao de Transferência de Tecnologia (veja notícia abaixo), foi possível perceber, com absoluta clareza, o que significa a expressao multiplicidade racial e/ou política e/ou econômica.
      O palco da descoberta foi a Estacao Central de Trens de Hannover. Por nós, ao contrário de ontem, ou mesmo de hoje de manha, quando para lá nos dirigimos em busca de transporte para Bremen (leia a a nota que vem em seguida), passaram milhares de pessoas dos mais diferentes destinos, racas e credos.
      De um lado, japoneses, tailandeses, chineses, coreanos, indianos, paquistaneses e uma série de outros “eses” do oriente, todos com seus telefones celulares, paletós e gravatas, numa verdadeira babel ininteligível.
      De outro, norte-americanos, ingleses, italianos, sul-africanos, latino-americanos de todos os países e, claro, britânicos, franceses, espanhóis e outros vizinhos da Comunidade Européia.
      Passamos também por alguns brasileiros, que, como nós, destacam-se pelo estilo discreto, quase desconfiado(foi a minha impressao, que posso fazer). De qualquer forma, tenho o palpite (é só um palpite) que encontraremos muitos patrícios ao longo da semana. E, certamente, bem mais soltos. Como convém ao tipo brasileiro de ser.
      Por enquanto, fiquemos com isso: teremos pela frente quatro dias no interior de uma babel. Todos querem, ao mesmo tempo, adquirir conhecimento e, se possível (especialmente os asiáticos), fazer algum negócio imediato.
      Bem. Mas essa cidade multicolorida que vimos na Estacao de Trem nao se reproduz para além do entorno imediato. Vemos uma cidade fria (será o domingo?), literal e figuradamente. E cinzenta, muuuuito cinzenta. Onde tudo funciona de forma absolutamente perfeita. Até demais.
      Prosaicamente, posso dizer que chega a me constranger o fato de ter que esperar, pacientemente, que o sinal verde apareca para os pedestres. E que, quando ele chega, atravessamos a rua, de forma civilizada. Preciso, enfim, me acostumar com isso. É diferente, muito diferente daí.
      Melhor? Pergunte-me quando eu voltar.



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