Uma quarta-feira pra lá de gorda

Logo às 8h, sindicalistas dos professores; e em seguida, às 9h, os líderes dos servidores. Uns e outros devem ser recebidos pelo Prefeito. Aposto, sem chance alguma de perder, que pelo menos três secretários estarão presentes ao convescote: Adriana Cipolatto (Administração e Recursos Humanos), Pedro Maboni (Educação) e, claro, o indefectível Mauro Müller, o homem das finanças. Além, obviamente, do prefeito Valdeci Oliveira e, provavelmente, do vice e secretário geral de Governo, Werner Rempel. Pelo lado dos grevistas, no primeiro tempo, Antonio Lídio Zambon e seus colegas do Simprosm; e, no segundo, Cilon Corrêa e o grupo de municipários do Sindicato respectivo.
      Mmmmmm… Desconfio que a Prefeitura estará lotada bem no início do dia em que os municipários de todos os matizes pretendem paralisar a administração em pelo menos 80%. Atingido esse objetivo, acreditam as lideranças, estarão dadas as condições para uma greve geral de rejeição ao reajuste salarial de 1% oferecido pelo Executivo.
      Tem tudo para ser uma quarta-feira de movimento inusitado na administração pública municipal. E eu tenho a impressão que, ao final deste dia gordíssimo, teremos a oportunidade de conferir uma bela guerra de números – aqueles de sempre, em que uns inflam e outros emagrecem os percentuais de adesão ao movimento paredista.
      Antes de tudo começar, porém, é preciso dizer que há, entre os servidores/professores, pelo menos uma defecção. Agora à tarde, os funcionários da Câmara de Vereadores decidiram não aderir à paralisação, optando por lutar apenas no âmbito do Parlamento, por um reajuste diferenciado – como foi acenado, na semana passada, pela direção da Casa. São 43 servidores, o que pode ser quase nada entre 2,200 mil, mas é muito, se considerado que um Poder inteiro continuará funcionando normalmente.



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