Coluna Observatório: “Quem vai responder?”

Descontado o óbvio, isto é, que a futura desapropriação da Casa de Saúde é um bem para a porção mais carente da comunidade, sem atendimento na quantidade necessária, ainda assim não é proibido fazer algumas perguntas que, pelo menos para este jornalista, estão sem respostas.
     
      1)Quanto se vai pagar à Cooperativa da Viação Férrea, proprietária do tradicional estabelecimento de saúde?
      2)De quem será a avaliação patrimonial? E ela poderá (ou não) ser contestada? Em que fórum? E, enquanto isso estará acontecendo, como vai funcionar a CS? Será mantido o convênio que garante, com atrasos ou não, R$ 60 mil mensais da Prefeitura e R$ 200 mil do Estado?
      3)De onde sairão os recursos financeiros para fazer o pagamento, seja ele quanto for? Do Governo Federal? Do Estadual? Do Municipal? Dos três juntos? Em que percentual?
      4)Concluído o processo, como funcionará a Casa de Saúde? Seus funcionários, até prova em contrário, mudarão de regime. Sairão da iniciativa privada para a área pública. E, neste caso, terão que prestar concurso. Ou não? Serão demitidos e depois recontratados?

     
      Acho que haveria outras perguntas, mas elas não me ocorrem agora, reconheço. No entanto, que fique absolutamente claro, apesar de todas essas dúvidas, não conheço uma pessoa sequer que, ao menos publicamente, se diga contrário à medida tomada pela Prefeitura. Mas há dúvidas, que ninguém esconda isso.



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