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Olha aí o Ariberto de novo, gente!!!

Um dos mais fiéis entre os meus leitores e internautas, não há dúvida, é o Ariberto Sendtko Filho. Não passam dois dias e ele aparece, com suas opiniões sempre consistentes sobre qualquer tema. Agora há noite, por exemplo, ele enviou e-mail com elogios (que faço coro) para a Feira do Livro. Também pergunta, de novo (e eu não havia respondido ainda), sobre o salário mínimo da Alemanha.
      Talvez eu não tenha dado satisfação exatamente porque, miseravelmente, não me preocupei em saber disso por lá. No entanto, é possível afirmar que não notei queixas de quem quer que seja, em território alemão. As necessidades básicas deles são plenamente atendidas. Não vi favelas. Mas vi mendigos. Muito raros, por isso notáveis. Ao contrário dos nossos, que são muitos e, por isso, a gente sequer se dá conta da presença.
      Nem sempre concordamos, eu e o Ariberto. E aí está o bom da democracia. E me considero um democrata. Divergimos, por exemplo, na questão do asilo político concedido pelo Brasil ao Gutiérrez, do Equador (ele contra, eu a favor). E de novo vamos discordar agora. Ao contrário do Ariberto, sou inteiramente favorável ao estacionamento pago através de parquímetros. Algo que, quem me acompanha sabe, defendo há pelo menos três anos. É verdade (quem não sabia, fica ciente agora) que a empresa que dirigo (CP & S Comunicações, a proprietária desse domínio de internet) assessora (em assuntos de comunicação) a concessionária do serviço, a Rek Parking. Da qual não tinha o mínimo conhecimento antes de janeiro deste ano.
      No entanto, isso não me impede de publicar – como farei agora, opinião completamente diversa da minha. Você, internauta, que julgue. Lááááá no final do artigo, modestamente, comentarei. Certo?
      Então, vamos ao texto do Ariberto, titulado “Ainda os azuizinhos fixos”:
     
      Tinha e tenho ainda dúvidas quanto ao funcionamento dos azuizinhos fixos (parquímetros). No intuito de esclarecê-las, parei e perguntei a dois controladores de parquímetros sobre o que segue:
      1.Estaciono meu carro, por exemplo, as 15 h, pago R$ 2,00 (dois reais), podendo ficar até duas horas, até as 17 h, certo? Certo.
      Eu fico até as 16 h, somente uma hora. Quando estiver saindo recebo a devolução de R$ 1,00 (um real), certo? Errado.
      Fui informado que não recebo devolução, e só posso usar o saldo (o um real que sobrou) durante o tempo do início do meu estacionamento (15h) até o final de duas horas (17 h). Significa que se eu não precisar mais estacionar meu carro nestes locais controlados, estarei perdendo o saldo do meu estacionamento, que iniciou as 15 h.
      2.Estaciono meu carro, por exemplo, as 15 h, pago R$ 1,00 (um real), podendo ficar por uma hora, até as 16 h, certo? Certo.
      Acontece que demorei mais que uma hora, passou das 16 h, horário em que vence meu ticket, então pago o excedente do horário, mas com limite de até duas horas, até as 17 h, certo? Errado. Aí eu recebo uma notificação de R$ 20,00 (vinte reais)
      3.Quer dizer então que seu pagar a mais do realmente usei, não tenho devolução? Certo.
      4.Quer dizer então que se eu pagar a menos do que realmente usei, não posso pagar o excedente, dentro do limite de duas horas, e serei autuado? Certo.
      5.Quer dizer então, que terei sempre de pagar o tempo máximo permitido, para não correr o risco de ser autuado? Certo.
      Balança estranha essa, pesa mais para um lado.
      Ariberto Sendtko Filho
      Obs.: o horário é só um exemplo
      Informações obtidas com quatro controladores de parquímetros

     
      COMENTÁRIO MEU: É evidente que teremos um aprendizado. Algo que os europeus, por exemplo, já experimentam há muuuuito tempo. Até lá, teremos que nos organizar individualmente, de forma a que utilizemos o espaço pelo tempo mais adequado. Agora, a parte minha opinião, respeito demais o que fala o Ariberto.
      Só o que não consigo aceitar, por exemplo, é que o vereador Ovydio Maier, que viveu na Europa, mais exatamente na Espanha, vá ao plenário da Câmara para dizer, como fez hoje, e consta no material divulgado pela Assessoria de Imprensa do Legislativo, que “todas as vezes que esteve em países da Europa nunca viu áreas públicas cobrando para estacionar e sim parques de estacionamento”.
      Convenhamos, deve fazer muito tempo que o parlamentar não sai do país. Eu estive 15 dias por lá, agora em abril, e em todas as cidades, rigorosamente tooooodas, na Alemanha, na Bélgica e na Holanda, havia parquímetros. E não precisava nem mesmo de monitores. O usuário pagava. E pronto. É aquilo que falei há pouco: hábito e organização. Algo que ainda temos (e reconheço que vai demorar) que aprender.
      A única coisa que difere dos daqui é o preço. Lá, claro, em Euros e muito mais caro.
      Quanto ao Ariberto, bem, goza cada vez mais do meu apreço. E olha que sequer o conheço pessoalmente. O que gostaria. E o espaço é dele. Por mais que, eventualmente, discordemos. Faz parte da democracia que prego. Com respeito. E sem falsear opiniões para atender o próprio interesse.

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