A ironia pra lá de fina do Ariberto

ZAGUEIRO BOXEADOR
     
      Ariberto Sendtko Filho
     
      Ir assistir a um jogo de futebol já não é mais a mesma coisa.
      Aquela paixão, aquela vontade de ajudar o time, já começa a esmorecer.
      Anos a fio, com sol ou com chuva, com time ou sem time, lá estávamos nós, vaiando, aplaudindo, juntamente com outros abnegados torcedores.
      Às vezes lavávamos o corpo e também a alma, às vezes.
      Mas o futebol que é bom, nível técnico, cada vez diminuindo, apesar de todos os esforços.
      Cada vez menos atrativos para nos puxarem aos estádios (violência, furtos, roubo de veículos, trânsito, às vezes cerveja quente, etc).
      E agora, o que teremos em vez de futebol?
      Se for Box ou luta livre, tudo bem, pois os dois adversários primeiro irão se encarar e ambos saberão que estarão sujeitos às conseqüências de seus atos.
      Mas, e se a cena se repetir, selvageria, ignorância, e o outro não forem avisados que será visado, ou quem sabe apagado? Por sinal, tem gente quase apagada até hoje.
      E eu ainda pensava em continuar a ajudar o meu time.
      Não tenho coragem de ver este filme novamente.
      Senhores diretores, mudem a história, pois a praia está de novo bem pertinho.



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