Moderados petistas vão contar como vitória sua a criação da Universidade Federal do Pampa

Não há dúvida alguma: a participação decisiva, desde o primeiro instante, do prefeito de Bagé, Luiz Mainardi, do deputado federal Paulo Pimenta e do ministro da Educação, e atual presidente nacional interino do PT, Tarso Genro, na criação, anunciada hoje, na fronteira, pelo presidente Lula, será certamente contabilizada pelos setores mais moderados do petismo gaúcho – personificado exatamente pelas figuras acima enunciadas.
      E, a bem da verdade, têm, eles todos, boas razões para assim proceder. Afinal, não custa perguntar: em sã consciência, há três meses (ou um pouco mais), quando o movimento de federalização da complicada e debilitada financeiramente Urcamp, alguém acreditaria que essa possibilidade era real? Vamos combinar que não.
      Exceto, claro, pelos três citados e mais algumas outras personalidades da Metade Sul do Estado. Então, é evidente, é lógico, que o destaque precisa ser feito. E podem aguardar: em 2006, os fatos e suas circunstâncias serão devidamente relembrados por todos eles.
      O raciocínio vale para o público externo (leia-se, o numericamente significativo eleitorado de mais de duas dezenas de municípios) e para o interno (os filiados petistas que, afinal, definirão quem vai concorrer a quê, dentro de pouco mais de um ano.
      Com certeza, os grupos que Mainardi, Pimenta e Tarso representam vão faturar politicamente com isso. É direito inalienável deles, convenhamos.



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