Diferença de 15 votos. Aldo preside a Câmara e Lula tem a única grande vitória política do ano

O governo Lula acaba de conquistar – através da eleição do ex-ministro da Articulação Política, Aldo Rebelo, alagoano eleito deputado federal pelo PC do B de São Paulo – a sua maior, senão única, vitória política em 2005.

O comunista, com 258 votos, apenas 15 a mais que o oposicionista José Thomáz Nonô, alagoano do PFL, com 243 (houve 2 nulos e 6 brancos), tornou-se o Presidente da Câmara, em lugar de Severino Cavalcanti, que renunciou na semana passada.

Para alcançar a vitória, ainda que magra, o governo apostou alto. Liberou emendas parlamentares, obrigou os ministros do governo que pertencem ao PTB e ao PP a partirem para o corpo-a-corpo e jogou duro, muito duro, para chegar à vitória.

A questão é: o que acontecerá a partir de agora? Aldo Rebelo tem estatura de Presidente, assim como Nonô. Por aí, não há problema, enfim. O Parlamento tem um presidente digno. A situação política, porém, conturbada como está, exige ponderação, muita ponderação, e, em igual dose, firmeza e equidistância. É o que a nação espera de Aldo. Como esperaria de Nonô.

É indiscutível o alívio governista. Afinal, cabe ao presidente da Câmara, por exemplo, definir pautas de votação e atrasar, ou não, e adiantar, ou não, as propostas do Executivo. No caso, do ponto de vista de Lula, seria terrível ver Nonô na Presidência do Legislativo. Daí porque a comemoração deve ser das maiores no Palácio do Planalto. A conferir.



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