Líderes docentes não admitem, mas temem pela greve

A menos que a mobilização surja por “combustão espontânea”, não existem condições objetivas para a deflagração de greve por parte dos docentes da UFSM. O que não quer dizer inexistirem motivos – que eles são muitos e bem consistentes.
      Quem me disse isso, do parágrafo acima, foi um professor veterano de todas as greves na instituição, desde os anos 80, líder reconhecido na categoria mas que se mostra, antes de tudo, preocupado. Ele entende ser muito difícil a manutenção de um movimento para o qual não percebe, no interior da UFSM, mínimas condições políticas para angariar apoio de sequer metade dos docentes. E, se com 50% (ou 600 professores), “já é complicado justificar politicamente, imagina com menos?”
      Não se sabe se o pensamento deste docente é majoritário entre os líderes efetivos e/ou potenciais de uma greve. Mas, e quem diz é esse mesmo com quem conversei, e se a assembléia prevista para a tarde desta quinta-feira aprovar a deflagração do movimento, mesmo nessas condições?
      Pois é exatamente essa a encruzilhada em que se encontram os professores da UFSM. Há o temor, não declarado, de que “a turma se deixe levar”. Se isso acontecer, é muito elevado o risco de a categoria ir cair num buraco negro.
      É a situação precedente ao encontro que pode ser decisivo. O horário é 3 da tarde e o local o anfieteatro C, prédio da Química, no Campus.



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