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Até tu, Izar! Geeente! A aparência é que não há inocentes em partido algum

A revista Carta Capital inova outra vez. Na contramão de Veja, para ficar no exemplo mais notório de jornalismo em que a denúncia sem documentação virou regra, traz uma reportagem diferente, na sua mais recente edição.

O jornalista Mauricio Stycer, com a colaboração de Leandro Fortes, assina texto em que conta como o deputado Ricardo Izar, do PTB paulista, presidente do, tchan-tchan-tchan-tchan, Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, também ele tem lá deslizes (ou o que seja) num campo em que deveria, pela função que ocupa, dar o exemplo. E o jornalista documenta fartamente o seu trabalho.

Confira você mesmo:

“As duas éticas de Izar
Encarregado de julgar seus pares, o deputado levou a Câmara a contratar um aliado político condenado por corrupção

Construída ao longo de mais de uma década à sombra do deputado federal Ricardo Izar (PTB-SP), a carreira do funcionário público Nicolau Kohle começa a ser iluminada pelos holofotes do Ministério Público e do governo. Sob investigação está precisamente a gestão de Kohle, entre 1997 e 2002, à frente da seção paulista do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão do Ministério das Minas e Energia encarregado de fiscalizar a exploração de minérios no País. O Ministério Público Federal analisa, à luz da lei, o papel do servidor junto à chamada “máfia da areia”, exploradores clandestinos que atuam na região do Vale do Paraíba, em São Paulo. A apuração desses fatos liga-se a uma outra, patrocinada pela própria autarquia, e encerrada com a conclusão de que o afilhado político de Izar transformou o DNPM num quintal com vistas à sua eleição – fracassada – para deputado estadual em 2002.
A investigação interna, realizada entre outubro de 2003 e fevereiro de 2004, levou ao pedido de destituição de Kohle do serviço público. A proposta foi acatada em 26 de julho de 2004 pela então ministra das Minas e Energia Dilma Rousseff, e publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte. Ali se lê, à página 18 da seção 2, que Nicolau Kohle foi punido por infringir oito diferentes deveres e obrigações do servidor público, concluindo que sua demissão se dava por improbidade administrativa.
Há uma sutileza na punição. Kohle não podia ser exonerado do serviço público porque havia tomado essa atitude, por conta própria, em março de 2002, para disputar a eleição. Por isso, o ato da ministra Dilma informa que se trata de “conversão da exoneração em destituição”. O significado disso é claro, como indica …
”

PARA LER MAIS: acesse o site da revista na Internet, no endereço http://cartacapital.terra.com.br/site/index_frame.htm
PARA LER TUDO: vá a banca mais próxima. A revista, em Santa Maria, normalmente começa a circular na noite de domingo ou, mais certamente, na manhã de segunda-feira.

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