Boicote dos docentes municipais à feira do livro é tiro no pé

A exemplo de 2005, os docentes municipais, segundo decisão da categoria, na sexta-feira, pretendem boicotar a Feira do Livro do Município, que acontece em maio.
Normalmente, neste que é o maior evento cultural da cidade, há grande participação dos alunos das escolas mantidas pelo município. Meninos e meninas tomam contato direto com os livros, e, de quebra, normalmente ainda ganham um passeio dos mais interessantes.
Nem precisa ter sido criança um dia (e todos fomos) para saber o quanto é importante, nessa idade, participar desse tipo de evento. E os pais incentivam a presença, ainda mais feita em segurança e na presença dos professores, uma garantia mais que satisfatória para os responsáveis pelos garotos e garotas.
A pergunta é: quem será atingido com a medida patrocinada pelo Sindicato docente, o SINPROSM? A prefeitura? Obviamente, não. Esse tipo de atitude vai permitir que se avancem nas negociações em torno da (legítima e justa) reposição salarial reivindicada pela classe? Mais uma vez, a resposta é não.
Então, quem perde com isso? Eles mesmos, os estudantes, que estarão virtualmente impedidos de participar de algo que, mais que gostar, lhes é importante, fundamental.
Pergunta definitiva: quem os docentes imaginam serão responsabilizados, pela opinião pública e os pais das crianças e as próprias crianças? Provavelmente, pensam que é a prefeitura. Redondo e enorme engano: a responsabilidade será integralmente dos docentes.
O que significa, objetivamente, que se trata de medida, mais que antipática, pouco inteligente. Para não dizer burra. Afinal, não terão apoio (exceto minoritariamente, talvez) popular. O que fará do movimento algo fraco, e não forte, como imaginam as lideranças.
Trata-se, objetivamente, de um tiro no pé. E ponto. Mas, enfim, essa é somente uma opinião. No entanto, podem crer, não é isolada.



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