Observatório: a seção “Luneta”

Observatório: a seção “Luneta”

Que se saiba, isso nunca aconteceu: Santa Maria tem dois ministros no Governo Federal. Com a dança das cadeiras provocada pela renúncia de titulares que vão concorrer em outubro, Lula mudou o ministério.

Como esta coluna antecipou há exatamente um mês, Guilherme Cassel acabou mesmo ministro do Desenvolvimento Agrário, em lugar de Miguel Rossetto. Cassel é formado pela UFSM, no final dos anos 70.

E Tarso Genro (que é natural de São Borja, mas criou-se pessoal e politicamente em Santa Maria) volta ao primeiro escalão, agora como ministro da Coordenação Política.

Não seria o caso, quem sabe, de a cidade se aproveitar, legitimamente, dessa circunstância provavelmente irrepetível?

E afinal, Pedro Simon será ou não candidato à reeleição? Por mais que seus assessores desmintam, e ele próprio, há quem duvide de uma nova tentativa.

Em caso de retirada, abre-se de vez a disputa para a única vaga disponível para senador pelo Rio Grande do Sul, este ano. E todos os partidos vão tentar emplacar um nome. O mais forte, hoje, seria Miguel Rossetto, do PT. Mas todos têm chance.

A propósito: a última especulação envolvendo Nelson Jobim (leia também a nota “Nelson Jobim só vem a Santa Maria em maio”) dá conta de que o santa-mariense poderia substituir Simon como candidato ao PMDB.

Enquanto isso, em Santa Maria, Maicon di Giacomo conseguiu o que muitos, inclusive Observatório, não acreditavam possível: elegeu-se coordenador regional dos peemedebistas numa chapa de consenso.

Atenção: menos pelas qualidades de Di Giacomo e muito mais pela eterna divisão peemedebista. O que será que aconteceu, hein? Méritos para a articulação do ex-presidente estadual da JPMDB.

O vereador peemedebista Cláudio Rosa será meeesmo candidato a deputado estadual? Já há muitos que duvidam.

Aliás, e Sérgio Cechin, do PP? Ele também vai meeeesmo concorrer à Assembléia? Aqui, há um número ainda maior de descrentes.

Cláusula de barreira pode obrigar o PDT a de fato ter candidato a governador. Mas há uma dúvida: quem garante que isso vai garantir mais votos para a legenda?

Incrível! Depois de três anos, há unidade efetiva, real, em torno do Hospital Regional. Por que, hein?

OBSERVAÇÃO CLAUDEMIRIANA: Essa última nota, sobre o HR, por uma questão de espaço, acabou sendo cortada na versão impressa. Mas é mantida aqui, o que lhe confere status de inédita e exclusiva aos internautas.



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