Leia as idéias da chapa que concorre na Sedufsm

Esta página já publicou, com exclusividade, há duas semanas, a “Carta Programa” da chapa “Renovação e Compromisso”, liderada pelo professor Diorge Konrad. Mas é oportuno – o pleito começa amanhã e encerra na quinta-feira – que ela seja reproduzida. Confira:

”CARTA-PROGRAMA CHAPA RESISTÊNCIA E COMPROMISSO

A Seção Sindical dos Docentes da UFSM já tem seus 16 anos. Nesta trajetória, construída coletivamente pelos docentes, ressalta-se a tradição de lutas e defesa dos interesses da categoria.

Neste período, a conjuntura nada favorável para o movimento sindical não impediu que conquistas fossem concretizadas e novas metas por direitos fossem colocadas na ordem do dia.

Somos agentes da construção da entidade em Santa Maria, da defesa do ANDES como instrumento de luta nacional dos docentes, filiados e não-filiados, porque nosso sindicato deve organizar e representar a categoria em sua totalidade. Muitos ganhos decorrem daí; outros começam na Seção Sindical e se ampliam para os demais colegas.

DEFESA DA UNIVERSIDADE

Temos tido uma trajetória de defesa de princípios por uma Universidade Pública, Estatal, Gratuita, de Qualidade e Socialmente Referenciada, mas que necessita ser autônoma, democrática e livre no pensar acadêmico e no fazer científico cotidiano. Este percurso se fez de alianças com outras categorias internas e externas à Instituição Universitária, por valorização docente, por melhores condições de ensino, pesquisa e extensão e por uma sociedade mais justa e igualitária para todos os brasileiros. Também defendemos uma Universidade comprometida com um projeto de desenvolvimento nacional soberano, na qual o conhecimento e a ciência sejam instrumentos políticos, sociais e culturais de amplas parcelas da população para a ampliação de uma sociedade realmente democrática.

Os tempos em que vivemos têm trazido muitas incertezas: sobre o presente e o futuro, sobre o mundo do trabalho e sindical. Poderosas forças econômicas e políticas, agências de financiamento externo e interno ao País têm proposto uma nova universidade. Nossas reivindicações históricas como autonomia e reforma universitária apresentam novos conteúdos com discursos individualizantes e privatizantes, sobre os quais temos refletido e nos contraposto.

PROPOSTA DE LUTA

Nossa chapa se propõe a levar adiante as tradições de lutas e resistências do movimento.

Uma Universidade na qual a diversidade venha acompanhada da igualdade para a solução dos graves problemas internos do País e das Instituições Federais de Ensino Superior: esse é o nosso grande compromisso político, a partir dos princípios de autonomia e liberdade.

Contrapor-nos a uma diretriz de reformas que visam enfraquecer nosso poder de resistência, ante-sala de uma reforma trabalhista que objetiva retirar conquistas históricas dos trabalhadores, é nosso compromisso sindical.

Lutar pela unidade da categoria, forma fundamental de novas conquistas, na continuidade da formulação de idéias e ações que valorizem a educação superior, é nosso grande compromisso.

Para que isto seja levado adiante pela nossa entidade sindical, propomo-nos a estar à frente da SEDUFSM nos próximos dois anos, levantando ainda mais nossa bandeira de Repensar a Universidade, tendo como base a Proposta do ANDES-SN reafirmada nos seus princípios: indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão e autonomia como norteadores fundamentais da Universidade Pública.

DIRETRIZES

A chapa Resistência e Compromisso apresenta as seguintes diretrizes para a nossa gestão:

– Resgate da dignidade docente, estabelecendo orientações mais amplas para o movimento, contra a precarização da estrutura salarial e do financiamento do Ensino e da Pesquisa, a qual empurra os professores para a busca de soluções individuais de sobrevivência pessoal e profissional.

– Garantia de negociação salarial e de carreira.

– Defesa da Universidade Pública, Estatal, Gratuita, de Qualidade e Socialmente Referenciada.

– Enfrentamento das políticas neoliberais para a Universidade Pública.

– Contrariedade às reformas sindical e trabalhista, além da defesa da rediscussão sobre a reforma da previdência.

– Reafirmação da autonomia dos movimentos sociais, em especial do movimento sindical.

– Independência, politização sem partidarização, somada à legitimidade no trato dos interesses dos representados.

– Ampliação do debate com os demais segmentos para a construção conjunta de um processo estatuinte para a UFSM.

– Maior inserção da orientação jurídica para a categoria, com atendimentos por local de trabalho.

– Reforço dos GTs Aposentados, Carreira e Política Educacional, além da criação de novos Grupos de Trabalho de Ciência e Tecnologia, Etnia, Gênero e Classe e Política Sindical”



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