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Colateral Agonia da Casa de Saúde “estrangula” Hospital Universitário e o novo PA

Segundo a diretora da Casa de Saúde, a médica Rosa Wolf, o atendimento, na instituição, é somente para gestantes que se encontrem em trabalho de parto e que não tenham tempo de chegar até o Hospital Universitário.

Enquanto isso, Pedro Henrique, com seu ano e meio de vida, filho da dona de casa Cristiane Campos, 23 anos, está há quase uma semana, com pneumonia, internado no Pronto Atendimento Infantil, na rua Maurício Sirotsky, Local, aliás, que não é para manter alguém por tanto tempo.

Nas circunstâncias atuais, porém, isso acontece. E, como diz o pediatra Lauro Cipriani, “nunca teve tanta criança internada no novo PA”, inaugurado há dois meses, pela Prefeitura. Se a pediatria da Casa de Saúde estivesse funcionando, lembra Cipriani, “a gente não teria uma criança sequer internada”.

As afirmações e fatos acima foram colhidas e vistos pelas jornalistas Elisete Tonetto e Carolina Carvalho, que assinam reportagem especial sobre a agonia da Casa de Saúde, que o jornal A Razão está publicando em sua edição deste final de semana.

Elas observaram, no PA, nesta sexta, haver 17 adultos internados no PA, que dispõe apenas 12 leitos. E, no Centro Obstétrico do Universitário, macas de emergência, que em condições normais estariam vagas, são ocupadas por pacientes com problemas ginecológicos e mães em pós-parto.

O que a reportagem mostra é a óbvia conseqüência de uma situação limite, e, diga-se, insustentável, que leva a crer que a cidade está, simplesemente, perdendo um de seus principais estabelecimentos de saúde. Pena que, em vez de solucionar o problema, autoridades – com as exceções poucas de sempre – aparentam estar mais preocupadas em trocar acusações, como se viu (e ouviu) na sessão plenária da última quinta, na Câmara. E em outras manifestações feitas à imprensa.

Fique com o texto de Carolina e Elisete. E saiba mais sobre o que está acontecendo com a saúde pública em Santa Maria:

”Universitário e PÁS, todos lotados
deixam HUSM e PA lotados

Pacientes ocupam macas de emergência e corredores dos hospitais superlotados que “fecham” para a região

Centro Obstétrico do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) fechado para pacientes de fora. Novo Pronto-Atendimento do Patronato, superlotado e com pacientes em macas nas salas de emergência e observação à espera de leito para internar.

Com a crise financeira batendo à porta da Casa de Saúde, essa era a situação na sexta-feira, dos dois hospitais. O governo do Estado não repassa verbas para a Casa de Saúde há cinco meses, o que agrava a situação da unidade que precisa receber mais de R$1 milhão e 200 mil reais, referentes a parcelas do convênio que o governo mantém com o hospital.

“Nunca teve tanta criança internada no novo PA. Se a Casa de Saúde, que tem uma clínica pediátrica de qualidade estivesse atendendo, a gente não teria sequer uma criança internada aqui. Trabalhamos no limite e fazendo o possível para não deixar ninguém na mão. É difícil, por que além dos pais que nos procuram e lotam a sala de espera, temos que dar atenção àquelas em internação”.

O desabafo é do médico pediátrico Lauro Cipriani, um dos profissionais que atua na ala infantil do novo PA. Nesta sexta havia 13 crianças internadas no local, que só dispõe de 12 leitos. São casos como o do filho da dona de casa, Cristiane Campos, 23 anos, Pedro Henrique, de 1 ano e seis meses, que está em tratamento desde o domingo, com pneumonia. A média de atendimentos no local chega a 110 por dia. A clínica pediátrica da Casa de Saúde, fechada desde o sábado, 23, quando deu alta o último paciente, tem uma estrutura de 15 leitos. Na ala adulta do Pronto-atendimento, a situação era semelhante. O aposentado Ildo da Rosa, 49 anos, com problema de hipertensão, era um dos que esperava por leito, internado em maca, desde a quarta, 27, na sala de emergência da ala adulta. Nesta sexta, no local que dispõe de 12 leitos, haviam 17 pacientes. Em média, são atendidas 170 pessoas por dia.

Desde o fechamento de alguns serviços da Casa de Saúde, o Centro Obstétrico (CO) do HUSM, assim como os demais serviços do hospital, vem enfrentando o problema da superlotação, o que agrava ainda mais a condição do atendimento dos pacientes que procuram a unidade de saúde.

Como conseqüência do grande número de partos atendidos, o hospital enfrenta falta de leitos obstétricos e de UTI para recém-nascidos, que por ventura nasçam prematuros, ou com alguma complicação clínica. Diante desse cenário, o CO do hospital está “fechado” para a demanda regional.

“Com o fechamento da Casa de Saúde, infelizmente se esgotou a nossa capacidade, por isso não estamos atendendo aos partos que não sejam de risco. Estamos tentando explicar para as pessoas que, quando não existe gravidez com comprometimento da criança ou da mãe, as pessoas podem fazer os partos na sua própria cidade”, conta o enfermeiro do HUSM, Angelino Moreira.

Na tarde de sexta-feira, eram 12 as pacientes que esperavam atendimento no CO, que possui 11 leitos à disposição da população. O centro atende a mulheres em trabalho de parto, em casos em que não haja necessidade de…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.arazao.com.br, ou na versão impressa, nas bancas nas primeiras horas deste sábado.

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