Eleições 2006. Chamados para atuar, há os que se autoconvocam, porque gostam do trabalho

Um verdadeiro batalhão de cidadãos atua no dia da eleição. Boa parte deles por força do ofício – são profissionais do Judiciário e de outros poderes que se envolvem diretamente no pleito. Mas há também os voluntários – chamados pela Justiça Eleitoral para trabalhar como mesários.

Faltando duas semanas e meia para o pleito, o momento é de treinamento, nas zonas eleitorais de Santa Maria – que abrangem também outros municípios próximos. Entre os chamados há os que consideram tudo uma novidade, pois vão atuar pela primeira vez; e os que, não tendo sido convocados, foram perguntar por que e até foram promovidos de secretário a presidente de seção eleitoral.

Conheça um pouco mais sobre essa atividade essencial num pleito, na reportagem de Letícia Rodrigues, que o jornal A Razão está publicando em sua edição desta terça-feira:

”Ser ou não ser mesário, eis a questão
Nas duas zonas eleitorais de SM, haverá mais de 2,4 mil mesários. Treinamentos já estão sendo realizados

O horário é puxado. Em pleno domingo, as atividades iniciam às 7h e só termina às 17h. Como “recompensa”, a pessoa terá dois dias de folga no seu trabalho, além de receber um vale-alimentação no valor de R$ 10,00. O dia do trabalho? 1º de outubro, dia das eleições e, se houver segundo turno, 29 de outubro também. A função? Ser mesário.

As pessoas que atuarão como mesários em Santa Maria estão recebendo algumas orientações no Cartório Eleitoral. Na 41ª Zona Eleitoral, que abrange ainda os municípios de Dilermando de Aguiar e São Martinho da Serra, as reuniões iniciaram no dia 5 de setembro. Já na 135ª Zona Eleitoral, que inclui também as cidades de Itaara e Silveira Martins, os encontros começaram no dia 28 de agosto.

De acordo com a chefe da 41ª Zona Eleitoral, Raquel de Souza, durante as reuniões as pessoas aprendem desde como ligar as urnas até como agir em situações que ocorrem no dia do pleito. Mas as principais orientações referem-se ao funcionamento da urna eletrônica.

“Se der algum problema na urna, a orientação é que os mesários entrem em contato com o Cartório, para que um técnico vá ao local para verificar o que ocorreu”, ensina Raquel. “Situações como quando o eleitor demora muito para votar ou o nome dele não consta na urna também são abordadas durante os encontros’, completa.

Para a estudante Michele Plautz, 25 anos, tudo é novidade. Convocada para ser mesária pela primeira vez, ela gostou do treinamento e espera que os políticos correspondam às expectativas do povo. “Tem que participar, fazer a sua parte. A gente, como cidadão, tem que colaborar com o país”, disse, explicando os motivos para trabalhar durante a eleição.

Já para o funcionário público Marcelo de Moraes Costa, 36, a novidade é que ele foi “promovido’ de secretário nas últimas três eleições ele passa para presidente de mesa receptora nesta. “Todos os componentes têm que ter a mesma responsabilidade, o mesmo afinco. O presidente tem apenas uma maior responsabilidade técnica”, explica.

E sua participação este ano foi devido ao seu interesse em participar. “Estranhei por não ter sido convocado e fui até o cartório me oferecer para trabalhar. A surpresa veio quando fui …”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.arazao.com.br, ou na versão impressa, nas bancas nas primeiras horas desta terça-feira.



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