Eleições 2006. Pesquisa Ibope aumenta chance de segundo turno entre Lula e Alckmin

A esperança se amplia entre os defensores de Geraldo Alckmin, o candidato do PSDB à presidência da República. Pesquisa feita pelo Ibope, e publicada na edição deste domingo do jornal O Estado de São Paulo apresenta um dado diferente: a redução significativa da distância entre o líder Luiz Inácio Lula da Silva, e a soma de todos os demais concorrentes. Com o que, a possibilidade de um segundo turno da eleição presidencial está ao alcance da chapa tucano-pefelista.

O levantamento de dados, obtidos a partir de entrevistas com 2002 eleitores em 141 municípios de todo o país, foi feito entre a quarta e a sexta-feiras. A margem de erro é de 2%, para mais ou para menos. Agora, leia mais informações, inclusive os percentuais de intenção de voto de cada candidato, na reportagem que a Agência Estado já tornou disponível na internet. O autor do texto é o jornalista Carlos Marchi:

”Dossiê Vedoin tira 2 pontos de Lula e cresce chance de segundo turno
Vantagem de Lula que lhe garante a vitória no primeiro turno caiu para apenas 3 pontos porcentuais, segundo pesquisa Estado/Ibope

A realização de um segundo turno na eleição presidencial ficou muito perto da realidade: a vantagem do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que lhe garante a vitória no primeiro turno caiu para apenas 3 pontos porcentuais, segundo pesquisa Estado/Ibope. Na pesquisa anterior, anunciada em 21 de setembro, a vantagem de Lula sobre os demais era de 7 pontos.

Na simulação de primeiro turno, Lula caiu 2 pontos e ficou com 47% (49% na pesquisa anterior) e Geraldo Alckmin (PSDB) subiu 3 pontos e ascendeu a 33% (30% na anterior) – tudo isto, em apenas 3 dias. A vantagem de Lula sobre os demais era de 15 pontos porcentuais na última semana de agosto, chegou a 10 pontos em 8 de setembro, oscilou para 9 pontos no dia 15 de setembro e bateu em 7 pontos no dia 21, desabando agora para 3 pontos.

Todos os movimentos aconteceram dentro da margem de erro da pesquisa, de 2 pontos porcentuais, mas seguem tendências já mostradas em consultas anteriores. Alckmin tinha 21% em 18 de agosto e depois subiu sucessivamente para 22% (27 de agosto), 25% (1º de setembro), 27% (8 de setembro) e 30% (21 de setembro) e agora 33%. Em todas estas pesquisas Lula demonstrou estabilidade. Ele tinha 47% (18 de agosto), 49% (27 de agosto), 48% (1º de setembro), 48% (8 de setembro), 49% (21 de setembro) e agora 47%.

A soma dos adversários de Lula tem crescido por conta exclusiva de Alckmin, já que os outros candidatos estão rigorosamente estabilizados. Heloísa Helena (PSOL) oscilou 1 ponto para baixo nesta pesquisa e ficou com 8%; Cristovam Buarque (PDT) continua com 2% e Ana Maria Rangel (PRP), a única a pontuar um número inteiro, ficou com 1%. A soma de todos dá 44%, 3 pontos, portanto, abaixo do índice de Lula.

Na contagem dos votos válidos, Lula se aproxima perigosamente dos 50%, abaixo dos quais já não venceria no primeiro turno: ele tem 52%, depois de ter…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página da Agência Estado, o braço de internet do jornal O Estado de São Paulo, no endereço http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/eleicoes2006/.



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