Observatório. “E o tal de segundo turno, hein?”

Favoritismo de Lula e
Rigotto. Ok, ok. Mas…
e daqui a um mês?


Na véspera do pleito, são duas as dúvidas persistentes. No caso da Presidência da República, se haverá segundo turno. E no que toca ao Governo Gaúcho, quem irá disputar a rodada final. E, mais interessante ainda: não importa o que as últimas pesquisas venham a apontar, tanto lá quanto cá, a impressão consolidada no imaginário, é que nada está definido.

Mesmo os que “torcem”, e aí se incluem desde os militantes exacerbados até os meros simpatizantes, ninguém tem condições de afirmar, por exemplo, que Luiz Inácio Lula da Silva, até duas semanas atrás franco favorito a dar uma lavada nos adversários, vai vencer já neste domingo. A suposta utilização eleitoral do escândalo do dossiê contra Serra (que, aliás, também precisa ser investigado) tem sua razão de ser. Afinal, está se falando de política, e não de contos da carochinha. E quem pariu Mateus que o embale. Foram petistas que encomendaram a papelada. Ou não? Sim? Então, não se pode esperar outro comportamento dos adversários, que não a exploração do episódio. É do jogo.

O ruim, para os lulistas, ou o trágico, a depender dos desdobramentos, é que este foi o fator (provocado pelo incêndio amigo) determinante para a situação de absoluta impossibilidade de prever qualquer coisa, com que se chega a este sábado, véspera da eleição.

Já no caso gaúcho, a circunstância é diferente. Se sabe que a rodada final se dará, meeesmo, é em 29 de outubro. O que não se sabe, com absoluta confiança, é quem vai disputá-lo. Aliás, há uma convicção: Germano Rigotto, do PMDB, estará nele. Mas há dúvidas se Olívio Dutra, do PT, até poucos dias atrás numa razoavelmente confortável condição de principal oponente, garantirá a sua vaga.

Já a candidata tucana, Yeda Crusius, mesmo à frente de uma estrutura capenga, até mesmo a direção política da campanha trocou de mãos, saindo do PSDB dela, para o PPS de Roberto Freire (sim, é o presidente nacional dos neo-comunistas, mais que os gaúchos do partido, que tem tomado a dianteira no quesito jogo duro com os adversários). O episódio da falta de planejamento (logo dela, que foi ministra da área, no governo Fernando Henrique) financeiro, que levou à debandada de quase meia centena de marqueteiros, jornalistas e afins, foi largamente superado, é o que aparenta, na colagem do nome de Yeda ao de Geraldo Alckmin, que tem no Rio Grande do Sul um dos seus melhores desempenhos como candidato a Presidente.

Enfim, a indefinição persiste. E só lá pelas 5 e pouco da tarde deste domingo se saberá o que o eleitor decidiu. Há que esperar. Ou haverá outro jeito?



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