Telefonia. A buraqueira em nome da tecnologia

Faz já alguns dias, e ainda vai até o final do mês. A operadora Vivo, de telefonia celular, está infernizando a vida de muita gente – sejam transeuntes comuns, motoristas ou mesmo estabelecimentos comerciais que eventualmente estejam no caminho dos cabos de fibra ótica que estão sendo colocados embaixo da terra.

Segundo os dirigentes da companhia, até panfletos foram feitos explicando o que aconteceria. É. Deve ser. No entanto, da notícia no papel à realidade do dia-a-dia, há uma grande diferença, como é possível notar a quem tem que transitar (ou reside) no caminho da tecnologia.

O incômodo é uma obviedade, como mostra reportagem de Carolina Carvalho, que o jornal A Razão está publicando nesta quarta-feira. Confira:

”Transtorno para ligar melhor
Buracos de obras da operadora Vivo que prometem melhorar o sinal dos telefones está incomodando moradores

Buracos, britadeiras, retroescavadeiras, pás, pedras, tubulações, fibra óptica, asfalto, um certo transtorno e uma boa intenção. Esse cenário parece familiar? Mas dessa vez não se trata de mais uma etapa da reforma no corredor de ônibus da Rua do Acampamento. As obras são de responsabilidade da operadora nacional de telefonia celular Vivo, e têm como objetivo melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população.

“Estamos colocando um anel óptico desde antena da operadora, na Avenida Nossa Senhora das Dores até a Embratel, na rua dos Andradas, para melhorar o sinal dos telefones celulares e os serviços de internet”, explicou o supervisor responsável pela obra, engenheiro Paulino da Silva.

Ele explica que o trabalho consiste em abrir uma vala, fazer um sistema de tubulação, colocar os cabos de fibra óptica, concretar, fechar o buraco e compactar o asfalto. São aproximadamente três quilômetros de obras. A canalização começou, com a autorização da Prefeitura, no dia 22 de agosto na Avenida Dores. De lá passou para a rua Bento Gonçalves, depois para a Benjamin Constant, de lá para a Venâncio Aires e a André Marques, onde está agora. Na seqüência vai para a rua dos Andradas até a Marechal Floriano Peixoto.

Para cumprir cada etapa que compreende aproximadamente 120 metros por dia, são necessários de três a quatro dias que rendem alguns transtornos para os moradores das proximidades. “Essa obra me atrapalhou e muito. Na segunda-feira o movimento caiu muito aqui, fora o barulho e a sujeira”, reclamou a proprietária de uma loja de utilidades que fica na rua André Marques, Loreci da Rosa. Ela disse que conversou com alguns pedreiros e perguntou sobre a possibilidade de fazerem o serviço em um intervalo em que o estabelecimento estivesse fechado, mas não foi atendida.

“É um transtorno. Colocaram uma placa na frente da minha porta. Os clientes deixaram de comprar por causa do entulho aqui na frente. Até uma retroescavadeira colocaram na entrada”, acrescentou ela, que já tem a loja no local há três anos e garante que nunca passou por um problema parecido.

O engenheiro garantiu que os transtornos causado à população são mínimos e que todos já tinham sido avisados com antecedência que as obras aconteceriam. “Todos os moradores recebem um panfleto avisando do dia do início e do fim da obra. Assim fica mais fácil se programar”, disse. Ele assegurou que nada fica trancado e que tábuas permitem que as…


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.arazao.com.br, ou na versão impressa, nas bancas nas primeiras horas desta quarta-feira.



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