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Transporte. Afinal, quanto vai custar ao usuário a tarifa de ônibus urbano em Santa Maria?

O Conselho Municipal de Transportes se reúne nesta quinta-feira. Vai analisar, depois do pedido de vista de quatro de seus integrantes, relatório feito pelo representante da UFSM no CMT. Este, curiosamente, ao mesmo tempo em que reconhece a necessidade de um reajuste, recomenda a manutenção da tarifa atual, R$ 1,60, por “insuficiência de dados” na planilha da Prefeitura, que propõe R$ 1,82.

Dada a divisão, o verdadeiro racha em que se encontra essa instância consultiva (a definição será do Executivo), sempre foi muito difícil fazer qualquer previsão sobre uma posição definitiva dos conselheiros. No entanto, desta vez, este jornalista se considera capaz de fazer um prognóstico.

A declaração infeliz do conselheiro da Universidade, sugerindo que os empresários “foram muito generosos” no aumento salarial que concederam aos motoristas e cobradores, no dissídio da categoria, e que desencadeou uma verdadeira avalanche de críticas, pode significar uma mudança de posição de uns e outros.

O próprio presidente do CMT, em declaração que o jornal A Razão está a corroborar a tese. Nas últimas votações alinhado com a posição contrária ao aumento da tarifa, ele está elogiando a planilha da prefeitura.

Isso significa que, enfim, pode haver o aumento da tarifa, por sugestão da maioria dos membros do Conselho. Agora, cá entre nós, alguém acha que, nos últimos nove meses não houve acréscimo de custos? Obviamente, sim. A decisão contrária a essa evidência ofende a inteligência – por mais políticos que possam ser os argumentos dos que a defendam. O que eu não sei é o quanto. Mas que o custo ficou maior, não há dúvida alguma.

Talvez fosse o caso, penso eu, de os conselheiros se preocuparam com algo com o qual ninguém quer mexer: as gratuidades e a meia-passagem. Mude-se isso (não sei se é o caso, mas é preciso debater), ou arque-se com o custo. Sem demagogia.

Sobre a reunião do Conselho e esses outros temas leia a reportagem que A Razão traz nesta quinta-feira:

”Como vai ficar o preço da passagem?
R$ 1,60 ou R$ 1,82. Entidades decidem hoje se aprovam planilha da Prefeitura ou do relator do CMT

O Conselho Municipal dos Transportes (CMT) tem hoje a dificil tarefa de decidir se acata a planilha elaborada pela Prefeitura, que acusou o novo preço da passagem de ônibus na cidade a R$ 1,82, ou se considera parecer do relator Ricardo Rondinel, que apontou a manutenção do preço da tarifa em R$ 1,60.

Mesmo que os cálculos de Rondinel indiquem a necessidade de reajustar o preço da passagem, o próprio relator recomendou que o conselho não aprove a planilha por considerar insuficientes as informações fornecidas pela Prefeitura. As entidades que compõem o CMT estarão reunidas às 8h, na Casa de Cultura.

Entre os dados que foram apresentados pelo Executivo estão a demonstração do cálculo dos coeficientes de consumo de lubrificantes, de óleo diesel e da duração dos pneus. Desta vez para novamente polemizar, a saída encontrada por Rondinel foi a utilização de índices extraídos do sistema de transporte coletivo urbano de Porto Alegre. Isso acabou não agradando algumas entidades.

O resultado foi que a Associação dos Transportadores Urbanos (ATU), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Santa Maria e Diretório Central de Estudantes (DCE) pediram vista ao relatório. Hoje, durante a reunião do CMT, estas entidades devem apresentar um parecer quanto ao relatório do economista. Após, será decidido qual a planilha que será votada pelo conselho – a da prefeitura, que aponta o preço da passagem para R$ 1,82, ou a do relator do conselho, que indica a manutenção da tarifa a R$ 1,60. Caberá ao prefeito Werner Rempel a palavra final sobre o assunto. O que o CMT decidir, precisa passar pelo crivo do chefe do Executivo.

Cláudio Scherer, Presidente do CMT elogiou o trabalho elaborado pela Prefeitura, através da Secretaria de Município de Transito, Transporte e Mobilidade Urbana, mas fez algumas ressalvas.

“O trabalho é muito bom. Estes números acabaram sendo buscados em outras cidades. Acredito que nesta situação, seria melhor buscar índices relativos à média nacional para compor o…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.arazao.com.br, ou na versão impressa, nas bancas nas primeiras horas desta quinta-feira.

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