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Análise. 2º turno “surpreende” Alckmin. Eis a causa de algumas de suas várias dificuldades

Não deixa de ser interessante. E até pode ser isso mesmo. No fundo, no fundo, ninguém próximo a Geraldo Alckmin (nem a maioria dos observadores, aliás) acreditava seriamente na possibilidade de segundo turno. No encolhimento dos votos de Luiz Inácio Lula da Silva. E isso acabou acontecendo, em 1º de outubro.

Essa seria a grande causa dos problemas que afetam a campanha do candidato do PSDB à Presidência da República. E vira um círculo vicioso, a cada resultado negativo apontado pelas pesquisas.

Real ou imaginária, esta parece ser a tese sustentada por um dos mais veteranos jornalistas políticos do país, Paulo Moreira Leite. Leia você mesmo o que ele escreve:

”Segundo turno virou vitrine das dificuldades de Alckmin

O segundo turno virou um desfile das dificuldades da campanha de Geraldo Alckmin. As principais são:

1. A campanha parece ter sido apanhada de surpresa pelo segundo turno. Não tinha uma estratégia clara para aumentar o cesto de votos do candidato sem perder aqueles que já estavam garantidos. Isso levou Alckmin a partir para a improvisação. Resultado: o primeiro aliado foi Garotinho, com as repercussões conhecidas.

2. Até agora não se formou um núcleo que pensa e dirige a campanha do ponto de vista político. O marketing reside em São Paulo, a coordenação política tem endereço em Brasília mas a geografia parece ser o menor dos problemas. As áreas raramente conversam.

3. A palestra de Yoshiaki Nakano foi um desastre eleitoral porque deu a impressão de confirmar as acusações da campanha adversária. Mas também revela um grau muito embrionário na elaboração econômica de quem disputará o governo dentro de 15 dias. Alguma coisa está muito errada na equipe de campanha quando o principal assessor econômico diz o que pensa e o candidato reage para dizer “quem manda sou eu.”

As pesquisas mostram que a diferença entre Lula e Alckmin se tornou enorme. As pesquisas são o retrato deste momento da campanha, quando grandes parcelas do eleitorado se realinham em torno dos dois candidatos, num processo autônomo, onde a maioria faz sua escolha por conta própria. Esse movimento é favorável a Lula, e me parece muito mais importante que o desempenho dos candidatos nos debates. Mas é uma etapa da campanha, não a final. Até porque se trata de uma eleição onde muitos eleitores se dispõem a escolher o “menos pior”. Nessa situação, Alckmin tem, em teoria, algum…”


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando o blog do jornalista Paulo Moreira Leite na internet, no endereço http://blog.estadao.com.br/blog/?blog=22.

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