A eterna discussão sobre o Inpe em SM
Que não se diga que falta discussão. Ah, não falta. O Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRSPE), que funciona no interior da UFSM e pertence ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vive em ebulição e isso mesmo antes da vinda do Diretor do Inpe, Gilberto Câmara, há dois meses. Agora, é o próprio Câmara que garante: verbas não vão faltar para que o CRSPE funcione. Mas as antenas gigantes de rastreio espacial, não.
A propósito do assunto, o Diário de Santa Maria publica ampla reportagem, na sua edição desta segunda-feira. Quem assina é o editor de política Carlos Dominguez. Confira:
De que o Inpe tem vergonha?
Gilberto Câmara afirma que não quer mais salas vazias no Centro Espacial
Vergonha. Os intermináveis corredores de salas vazias do ultramoderno prédio do Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRSPE), no campus da UFSM, constrangeram mesmo o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara. Um mês depois de visitar pela primeira vez o projeto que sofre um bloqueio político e econômico do próprio Inpe desde 2001, Câmara afirmou que, até o dia 20 de junho, vai assinar um convênio com a UFSM para que o Centro Espacial seja, de fato, concluído. Para tanto promete investir R$ 2 milhões este ano.
– A discussão sobre a necessidade do projeto está superada internamente no Inpe. O centro existe. O filho é nosso. Botaram o bebê na nossa porta.
O “bebê” em questão é um projeto de milhões de reais tocado até hoje pelo único pesquisador do Inpe em Santa Maria, Nelson Schuch. Depois de 2001, quando a cidade deveria receber uma estação de controle e rastreio de satélite, a obra empacou. A direção do instituto não aceitou a instalação das antenas. Por conta disso, o centro espacial ficou com as salas vazias.
– O Inpe não pode passar a vergonha que eu tive em Santa Maria. Tive vergonha como diretor ver aquele prédio vazio. Sem pesquisadores. Não podemos deixar nenhuma sala sem pesquisador – diz Câmara.
Apesar de prometer investimentos e colocação de pessoal no centro espacial de Santa Maria, Câmara afasta a possibilidade de que as gigantescas antenas de controle e rastreio de satélites venham a alterar a paisagem da Região Central.
– O governo federal não considera que esse investimento seja prioritário. Seriam uns US$ 20 milhões em três anos. Quanto a gente precisa para tocar um bom centro de pesquisas? Se nós aplicarmos R$ 4 milhões por ano, em 10 anos, chegaríamos a R$ 40 milhões – calcula Câmara.
O diretor do Inpe afirma que não haveria hoje no Brasil mercado para a utilização de imagens de alta resolução de satélites como as oferecidas pela empresa norte- americana Space Image. Foi esta empresa que fez um estudo para a instalação das antenas em Santa Maria, na UFSM.
quisadores contestam
Dentro da UFSM a posição é contestada. Para pesquisadores da universidade é de interesse nacional o funcionamento pleno do centro (com as antenas) e a sua localização em Santa Maria é uma imposição técnica das pesquisas realizadas.
Apoiado por diversas lideranças estaduais, o funcionamento…
SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, inclusive quadro e um texto sobre a disputa para ver quem vai dirigir o CRSPE, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.clicrbs.com.br/jornais/dsm/





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