Futuro. Antes mesmo do fim da Legislatura, já começa a batalha pelo comando do Parlamento

Convenhamos: não é exatamente o que se quer, e o que se exige, de políticos com voto popular Antes mesmo de encerrar um mandato, e com uma série de demandas em projetos a serem votados, e a preocupação volta-se para a próxima legislatura. E não em termos de ações capazes de garantir a governabilidade, ou a busca de medidas capazes de sofisticar o processo democrático. A grande inquietação de boa parte das lideranças é exatamente saber quem vai controlar as duas Casas do Parlamento: a Câmara dos Deputados e o Senado da República.

Ok, ok. Isso faz parte do jogo do poder. Mas pelo menos se poderia fazer mais discretamente, de um lado, e discutindo idéias, de outro. E não como se está fazendo no Senado, por exemplo, em que mais que a proposta para dirigi-lo, discute-se a numerologia: quantos e quais senadores poderão ser cooptados. Assim, cá entre nós, é um pouco demais.

Em todo caso, é a discussão presente em Brasília. E, sobre ela, o jornal Zero Hora publica reportagem especial na sua edição deste domingo. Leia você mesmo:

”Começa a luta pelo poder no Congresso

Seja qual for o resultado da disputa presidencial, uma das primeiras tarefas do futuro presidente será administrar a nova briga que já se desenha no cenário político pelo comando da Câmara e do Senado.

Embora dividido entre os defensores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os que preferem o tucano Geraldo Alckmin, o PMDB, por exemplo, já se articula nos bastidores para tentar conquistar a presidência das duas Casas. Mas a reação dos demais partidos, principalmente da oposição, é considerada certa.

– Se o PMDB eleger o presidente da Câmara, perde no Senado, onde a maioria é de oposição. Será alguém do PFL com perfil mais light. Mesmo o PMDB tendo a maior bancada, os outros podem formar blocos com outros partidos, e nada impede que se lancem candidatos avulsos, como aconteceu com Severino Cavalcanti – prevê o diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz.

Com a maior bancada eleita da Câmara, 89 deputados, os peemedebistas têm opções de nomes para a presidência da Câmara tanto para o caso de vitória de Lula como de Alckmin. Se Lula for reeleito, os candidatos mais fortes são o ex-ministro Eunício Oliveira (CE), o recém-convertido ao lulismo Geddel Vieira Lima (BA) e Jader Barbalho (PA).

Calheiros negocia adesões ao PMDB para se fortalecer

Com a vitória de Alckmin, o caminho se abre para o deputado Michel Temer (SP), que já presidiu a Casa no governo de Fernando Henrique Cardoso.

No Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), trabalha nos bastidores pela reeleição. Embora o PFL esteja com a maior bancada da Casa, 19 senadores, o PMDB poderá reconquistar o posto, dependendo do resultado do segundo turno em sete Estados.

No Maranhão, o PFL corre o risco de perder pelo menos dois senadores, mesmo que Roseana Sarney não seja eleita governadora. A decisão da executiva nacional de processar a senadora em função do seu apoio à reeleição de Lula poderá levá-la a trocar o PFL pelo PMDB. E poderá levar junto Edison Lobão (PFL-MA).

A bancada peemedebista poderá ser reforçada ainda caso o senador tucano Leonel Pavan seja eleito vice-governador de Santa Catarina, tendo em vista que seu suplente, Neuto de Conto, é do PMDB. Esse ganho seria…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&edition=6593&template=&start=1&section=Pol%EDtica&source=Busca%2Ca1324278.xml&channel=9&id=&titanterior=&content=&menu=23&themeid=&sectionid=&suppid=&fromdate=&todate=&modovisual=.



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