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Presidência. Regras “engessam” debates. E, assim, eles não se tornam úteis aos candidatos

Não sei como poderia ser. E, na verdade, poucos conseguem ser criativos o suficiente nessa área. Assim, pessoalmente, não sei qual seria a saída mais adequada para tornar os debates mais atraentes, e capazes de fazer com que um candidato pudesse predominar sobre o outro. Ou o outro sobre o um.

Essa discussão, de todo modo, talvez se dê muito mais porque nem Lula nem Alckmin, na prática, conseguem ser exatamente convincentes. Ou, por outra, não debatam efetivamente. Será? Também não sei.

De todo modo, para analistas ouvidos pela equipe da página de “Eleições”, do portal Terra, os confrontos televisivos até aqui realizados não significaram algo digno de ser considerado favorável (ou desfavorável) aos concorrentes à Presidência da República. E mais: o próximo, e último, debate agendado, nesta sexta-feira, na Rede Globo, tende a ser, com ligeiras variações, muito semelhante, ou até igual, aos já ocorridos nas TVs Bandeirantes, SBT e Record. Confira:

”Debates “engessados” trazem poucos ganhos aos candidatos

Nunca em uma campanha presidencial no Brasil os candidatos participaram de tantos debates na TV como em 2006 e nunca foi tão nítida a sensação de que esses confrontos servem para muito pouco, segundo a avaliação de analistas, acadêmicos e cidadãos em geral.

O presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin (PSDB) já se enfrentaram, na campanha do segundo turno, na TV Bandeirantes, SBT e Record e na próxima sexta-feira voltam a se encontrar, desta vez na TV Globo.

Durante os programas, todos marcados por um rígido formato, Lula e Alckmin trocaram acusações, ironias, críticas e repetiram números e estatísticas à exaustão. Também repetiram bordões e frases feitas que já vinham sendo ditas durante toda a campanha eleitoral no primeiro e segundo turnos.

Segundo analistas, a influência desses debates é praticamente nula na escolha de voto do eleitor. Devido à repetição dos programas, passam a ser rotineiros e não despertam interesse real na maior parte da população.

“Francamente, os debates não servem para muita coisa. Eles têm muito pouca influência eleitoral direta”, avalia Marco Coimbra, diretor do instituto de pesquisa Vox Populi. “As pessoas que assistem aos debates já tomaram sua decisão de voto.”

Segundo Coimbra, os debates “não tiveram efeito educativo para o eleitor” e não contribuem para a tomada de decisão de voto em um País pouco politizado e no qual a política ocupa espaço relevante na vida das pessoas apenas em épocas eleitorais.

“Ao se tornarem rotina, (os debates) se transformaram em uma repetição contínua sem interesse pelos papéis representados pelos candidatos”, afirmou o diretor do Vox Populi.

Moral da tropa

Olaié, um taxista de 48 anos em Brasília, que disse que votará em Alckmin, seguiu a mesma linha de Coimbra. “As pessoas assistem ao debate com a cabeça feita”.

Para Paulo Kramer, professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), “é muito difícil que o debate mude o pensamento de quem tem opinião formada”. Kramer acredita que o debate tenha relevância maior para a militância de cada candidato. “Os debates desempenham um papel na tropa dos candidatos. Levantam a moral da sua gente, que…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página de Eleições do Portal Terra na internet, no endereço http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1211346-EI6652,00.html

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