Uma análise. Ganhar voto, que é bom, muuuito bom, ninguém ganhou. Mas também não perdeu

A questão é essa: como vencer um debate sem ser agressivo em demasia, e ainda por cima conquistar votos? Esse era, tudo indicava, o grande desafio, especialmente para o candidato tucano Geraldo Alckmin, no confronto televisivo do SBT, na noite desta quinta-feira. Como não subir o tom além do adequado, e ao mesmo tempo, diferenciar-se do favorito oponente de forma a subtrair-lhe apoios – condição absolutamente necessária para tentar uma virada? De resto, eram esses os grandes dilemas do candidato tucano.

Quanto a Luiz Inácio Lula da Silva, competia não mostrar o mesmo nervosismo e o despreparo demonstrados no debate da TV Bandeirantes. Então, pareceu (e foi mesmo) surpreendido pela agressividade do desafiante. E, em não raros momentos, se desesperou, ficou nervoso e se perturbou. Assim, agora, com 20% (ou até 22%) de vantagem nas pesquisas, o desafio era administrar. Importava pouco ganhar o debate. Cumpria não perdê-lo. Ou ser derrotado “de pouco”. E, sobretudo, não perder votos.

Se depender da avaliação do jornalista Etevaldo Dias, Alckmin, embora tenha sido quem sabe um pouco melhor, Lula pode ficar tranqüilo. O confronto do SBT não permite, escreve ET em sua página na internet, que alguém ganhe, ou perca, votos. Confira você mesmo:

”Debate não deve influenciar na intenção de votos

…Um debate politicamente correto, sem agressões, sem denúncias e sem ofensas. Registre-se o excesso de citação de números dos dois lados, de Lula e Alckmin. Tantos números chegam a embaraçar a cabeça dos espectadores.

Não consigo me lembrar de nenhuma das cifras citadas. Você consegue? Aliás, nem eles conseguem. Tanto que tiveram que ler os relatórios preparados pela assessoria para citar índices, porcentagens e metas.

Alckmin abandonou a agressividade do debate anterior da Band. Não chamou Lula de você, nem de mentiroso. Mostrou-se excessivamente ensaiado para o debate deixando impressão de artificialidade. Repetiu dezenas de vezes : “Você que está em casa”, como se fosse o Sílvio Santos.

Lula foi por vezes irônico, provocou o adversário, mas educadamente, sem ofensas . Nos minutos finais plagiou o famoso discurso de Martin Luther King “Eu tenho um sonho”. Não foi feliz. Faltou a emoção do original.

Enfim, não creio que esta debate provocou mudanças na cabeça do eleitor. Não deve mexer na intenção de votos. Quem é Alckmin continuará Alckmin , quem é Lula continuará Lula.

Ana Paula Padrão conduziu bem o debate. Foi firme, sem perder o controle da situação. Foi rigorosa com a medição de tempo. O formato do debate, os dois candidatos e Ana Paula, sem participação de jornalistas, nem de…


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando o blog do jornalista Etevaldo Dias na internet, no endereço http://blogdoet.blig.ig.com.br/.



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