Aí tem, oh se tem! Por que brigam tanto para ser ministro do Tribunal de Contas da União?

Você tem idéia de quanto ganha, mensalmente, um ministro do Tribunal de Contas da União? Pois, vos digo: R$ 23,2 mil. Isso significa quase o dobro do subsídio mensal de um deputado federal. E mais: é cargo vitalício. Isto é, o sujeito só sai dali aposentado. Exatamente como fez, não faz três meses, o gaúcho Adilson Mota, ex-deputado do PP, se não me falha o bestundo.

Pois é exatamente a vaga de Mota que estão disputando seis candidatos. Cinco são deputados federais. Um deles, apenas, se reelegeu. Os demais estão atrás apenas, claro, das mais nobres intenções de fiscalizar as contas da União, tá pensando o quê?! Tamanha demonstração de abnegação e altruísmo, por certo, merece o máximo respeito do cidadão. E justifica a verdadeira briga de foice em que se transformou a disputa marcada, em princípio, para esta quarta-feira, no plenário da Câmara dos Deputados.

Claro que sempre haverá alguém interessado em deslustrar todas essas manifestações de desprendimento e acaba embaralhando o jogo, casando-o com a própria eleição para presidente do Legislativo. Aliás, esse é o tema de artigo publicado pelo jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo, em sua página na internet. Dê uma conferida, e saiba como se disputa um cargo tão fundamental para a fiscalização da coisa pública:

”Vaga no TCU é moeda de troca na disputa da Câmara

Candidato à reeleição para a presidência da Câmara, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) utiliza a disputa por uma vaga no TCU (Tribunal de Contas da União) como moeda de troca para obter a simpatia dos partidos, sobretudo do PFL. Há cinco candidatos à vaga de ministro do TCU.

Quatro deles são deputados: Aroldo Cedraz (PFL-BA), Paulo Delgado (PT-MG), Osmar Serraglio (PMDB-PR), Gonzaga Mota (PSDB-CE) e Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP). Exceto por Serraglio, reeleito, todos os demais foram barrados nas urnas deste ano. Vêem na cadeira do TCU um cabide de ocasião para pendurar o seu ostracismo político. Fecha a lista de candidatos o técnico Mozart Viana, secretário-geral da Mesa Câmara, indicado pelo PSC.

Para o PFL, Aroldo Cedraz é favorito. Só Paulo Delgado teria condições de fazer-lhe sombra. Os demais são vistos como azarões. Aos pefelistas interessa apressar a escolha. E Aldo faz o que pode. Prometera levar o tema ao plenário da Câmara na semana passada. Não conseguiu. Remarcou a votação para esta quarta-feira.

“É um gesto positivo que ele faz”, reconhece Rodrigo Maia (RJ), líder do PFL na Câmara. “Não só com o PFL. Há outros partidos interessados em apressar a votação. Se ele banca a votação nesta quarta, é evidente que agrada ao PFL. E esse não é um gesto isolado. O Aldo tem sido muito correto com o PFL.”

Se dependesse apenas da vontade de Rodrigo Maia, a pefelândia já teria fechado com Aldo, o candidato preferido de Lula. “Se não tivéssemos chances reais de ganhar a presidência do Senado, diria que o PFL já estaria marchando com Aldo. Mas a perspectiva de vitória do Agripino Maia (RN) coloca a bancada de deputados numa posição de aguardar, para ver de que forma poderemos colaborar com a…”


SE DESEJAR ler a íntegra do artigo, pode fazê-lo acessando a página do jornalista na internet, no endereço http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/.



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *