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E os outros? Fora da área econômica, pouco se sabe de fato sobre o futuro ministério de Lula

Com o anúncio antecipado, ainda que nas entrelinhas, da manutenção dos principais nomes atuais da área econômica, pouco se sabe, na verdade, do ministério a ser composto para o início do novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

A realidade é que o presidente dá a impressão de que está oferecendo a corda, para ver se alguém pega. Como muitos querem tocar nela, e não esconde isso, fica-se a impressão de que Lula está é queimando nomes, mais do que enaltecendo – o que poderia ser um sinal do que ele efetivamente pretende.

A propósito dessa situação, que provavelmente só será definida mesmo em dezembro lá bem pertinho do Natal, quem escreve é o comentarista político Etevaldo Dias. Ele, já que não sabe qual será o governo, ao menos procura descartar o que imagina não vai acontecer. É da página dele, na internet, o texto que você tem à disposição a seguir:

”Lula dá poucos sinais sobre futuro governo

O desenho da representação partidária do futuro governo está na cabeça do presidente Lula, que insiste na discussão de alianças com os partidos em torno de políticas públicas. Como a discussão com as instituições partidárias ainda não começou, torna-se difícil narrar o processo e tortuoso tentar antecipá-lo.

O próprio Lula disse ontem sentir inquietude ao ler os jornais, o que pode ser atribuído tanto às lideranças políticas quanto aos jornalistas. Ao invés de se entrar em uma loteria de nomes para o ministério e de pastas que devem caber a cada partido, guarda mais fidelidade aos leitores a ação por eliminação, com o descarte de algumas hipóteses aventadas para a composição do novo governo, a saber:

Não vai haver renúncia coletiva de ministros. O ministro Tarso Genro, das Relações Institucionais, descartou totalmente essa possibilidade. A idéia de renúncia coletiva sempre surge nos processos de reforma ministerial. Nesses mais de 13 anos de análise política, nunca a vimos se concretizar. Em governos reeleitos, muitos ministros entram em pânico, sem saber se ficam ou não. Em geral, a proposta de renúncia parte daqueles que sabem que não vão ficar.

Jorge Gerdau não vai ser ministro. Nem no Ministério do Desenvolvimento nem em nenhum outro. O desmentido, em reação a especulações publicadas, partiu da assessoria do empresário, segundo a qual Gerdau não está interessado em cargos públicos. No PT, essa idéia sempre foi descartada, por se considerar o empresário como um ultraliberal ou, por outra, o anti-Estado.

O presidente não dispensa apoios. Isso fica claro pela receptividade a todos os partidos, inclusive os de centro, que apóiam o atual governo – PP, PL e PTB. O fato de Lula ter recebido o líder petebista, deputado José Múcio (PE), ganhou uma repercussão exagerada, como se Lula tivesse começado a operar como articulador político, Múcio é líder, é governista e pertence a um partido presidido por um antigovernista: Roberto Jefferson. Como Lula tem muito mais a oferecer à bancada do que Jefferson, a audiência revelou o desejo mútuo de aliança.

Lula não quer se relacionar com PMDB rachado. A afirmação de que quer discutir a aliança com os partidos, evitando o que chamou de “salada de frutas”, tem como objetivo maior o PMDB. Pelo lado do partido, existe um movimento no sentido de relegar os projetos individuais a segundo plano, buscando-se com o governo uma aliança tão mais ampla quanto mais bem costurada que a atual. Mesmo aqueles que não têm no governo o projeto dos…”


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando o blog do jornalista Etevaldo Dias na internet, no endereço http://blogdoet.blig.ig.com.br/.

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