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É terrível. No fundo, e talvez no raso também, a população de SM não é contra o nepotismo

A seguir, o conteúdo do comentário que fiz agora há pouco, pouco antes das 8, na Rádio CDN


Vou confessar uma coisa pra vc: estou chocado. Tudo o que eu supunha pudesse ser uma tese defensável pela maioria da população, foi simplesmente por água abaixo, no final da manhã de sábado. A gente idealiza o que seria o senso comum. E aí se incluem valores de moral e ética que imaginamos possam ser de toda a sociedade. Ou pelo menos da maioria dela.

Para não ficarmos aqui a disparar exemplos, fiquemos com um apenas: defendemos que os poderes públicos que dependem da nossa decisão, que são eleitos por nós, tenham uma atuação minimamente correta, moral e eticamente. Donde se refere que, entre outras coisas, a livre nomeação de parentes para cargos de confiança seja execrada, extinta, acabada. E defendemos que se aprovem projetos que eliminem essa que seria uma anomalia. Afinal, o serviço prestado por um vereador – e é deles que estamos falando especificamente – não implica que empreguem familiares. Isso dá a noção, simplificadamente, que estão se servindo do público, e não servindo a ele, ao garantir um troco bem razoável para irmãos, tios, pais, etc, etc.

É isso, não é? Não é. Não é meeeesmo. Se fosse, nós não teríamos, na pesquisa interativa feita sábado, pelo programa Análise, um resultado tão parelho. De cada dois que se manifestaram livremente, por telefone ou pela internet, e foram quase 400, a metade simplesmente se disse propensa à contratação de parentes, se fosse vereador.

Geeeente! Geeenteee!!! A gente costuma responder, respaldado por pesquisa, científica ou não, que o ouvinte da CDN é esclarecido. E é mesmo. Ele tem as informações adequadas e variadas para formar a sua opinião. E no entanto, de cada dois que votaram sábado, um é favorável ao nepotismo, na prática. O que dizer então dos que não são esclarecidos e que, diz-se, são a maioria da população.

Diante do resultado, chego a supor, também, que se a interativa perguntasse se deveríamos concordar com o aumento do valor das diárias dos vereadores, se fôssemos vereadores, a resposta seria sim, devemos. É demais. É demais pra mim. Repito: estou chocado. Tudo em que acreditava, a respeito especificamente desses dois temas, foi para as cucuias.

Acho, pra finalizar, que talvez devamos reformular nossos valores. A ética, a moral públicas, definitivamente não são mais as mesmas. Aí, bem, aí, não dá pra ficar falando de corrupção e falta de ética lá em cima, ou lá no meio, ou ali do lado. Afinal, ela faz parte da gente. Ou estou, de novo, enganado?

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