Lula faceiro. Jobim vai mesmo presidir o PMDB, maior aliado da aliança em fase de gestação

Agora há pouco, no início da madrugada, na TV Cultura, no programa “Opinião Nacional”, o presidente do PMDB, Michel Temer, declarou que seu candidato para dirigir o partido é o santa-mariense Nelson Jobim. Antes, durante a tarde desta sexta, o mesmo Temer já havia adiantado que Jobim falara com ele para informar de sua intenção de presidir o PMDB a partir de março do ano que vem.

Convenhamos, até parece aquela história: tem quatro pernas como um touro, tem chifres de touro, se movimenta como um touro; que bicho é? Um touro, claro. Com o perdão da analogia, que foi a que me ocorreu no momento, não dá mais para alguém esconder a evidência: Nelson Jobim vai mesmo liderar o maior partido do Brasil.

Haverá conseqüências locais, se essa possibilidade real se concretizar? Provavelmente, sim. Mas é difícil mensurar neste preciso instante. Em todo caso, em nível nacional, o presidente Lula, diante deste fato, deve estar ainda mais faceiro. Estava difícil arranjar lugar para Jobim no ministério, sem descontentar gente amiga. E também poderia implicar em problemas de ordem profissional para o santa-mariense, que está retomando a advogacia. Logo, a presidência do principal partido aliado para um parceirão não poderia ser melhor para o projeto lulista.

Em relação ao assunto, aliás, escreveu a analista da Globo News, Cristiana Lobo, em sua página de internet. Em tempo: o texto que passo a reproduzir é uma conversa da jornalista com Temer, quando este já adiantava, sem dizer exatamente, que o futuro presidente do PMDB será Jobim. Confira:

”Temer pede para debater sucessão no PMDB só em janeiro

O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer, acabou de me dizer que pediu ao ex-ministro Nelson Jobim que o debate sobre a sucessão no comando do partido só seja deflagrado a partir de janeiro, quando estiver encerrada a negociação entre o PMDB e o presidente Lula em torno do chamado “governo de coalizão”. Temer confirmou ter sido procurado por Jobim que queria informá-lo para pretensão de presidir o PMDB a partir de março do ano que vem.

Temer não gostou do assunto vir a público neste exato momento em que está negociando com o presidente a participação do partido no governo. Menos, ainda, de ter visto ser atribuída a Jobim a tarefa de pacificar o PMDB.

– A pacificação está sendo feita agora. Eu vou entregar o partido, se entregar, ele já pacificado – disse Temer, revelando que na conversa com Jobim não antecipou se será ou não mais uma vez candidato à presidência do partido.

Ele disse ser amigo e ter apreço por Jobim e que, no momento certo, poderá até ser o lançador da candidatura dele.

– Vamos estar atentos, nós dois, para tratar do assunto no momento certo – disse.

Temer foi procurado por Nelson Jobim na terça-feira, mesmo dia em que foi recebido pelo presidente Lula para tratar, institucionalmente, do ingresso do partido no governo, que Lula prefere chamar de governo de coalizão


SE DESEJAR ler mais textos sobre este e outros temas, pode fazê-lo acessando a página da jornalista Cristiana Lôbo na internet, no endereço http://g1.globo.com/Noticias/Colunas/0,,7374,00.html.



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