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Câmara. Por que, mesmo jurando neutralidade, Lula apóia mesmo é Chinaglia, candidato do PT?

No início (o que vem a ser ainda em meados do ano passado, com a campanha eleitoral embrionária), Lula garantia apoiar Aldo Rebelo, do PC do B, para presidir a Câmara dos Deputados em 2007/08. Tanto que, consta, incentivou o comunista a concorrer a mais um mandato parlamentar, ele que se confessava inclinado a buscar outras alternativas.

Essa fidelidade era conhecida do meio político, ainda que não divulgada publicamente. E se manteve, aliás, até o final de 2006. Então, o que aconteceu, afinal de contas para, mesmo jurando hoje uma neutralidade na qual nem uma pedra acredita, o Presidente resolveu apostar no candidato do PT, Arlindo Chinaglia – mesmo não desgostando de Aldo?

Enigma? Não. Pelo menos para o jornalista Tales Faria, que dirige as sucursais brasilienses do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil e que tem larga participação na cobertura política, tendo atuado como repórter especial, por exemplo, dos jornais O Globo e Folha de São Paulo. Veja as explicações que Faria encontra, em artigo que publica no site especializado “Congresso em Foco”. A seguir:

”Lula foge da “síndrome de Itamar Franco”
Três versões para a posição do presidente Lula em relação às eleições do presidente da Câmara:

a) do deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) – “O petista Arlindo Chinaglia (SP) era o líder do Governo na Câmara. Nunca vi líder de governo rebelado contra o governo. Se Lula não o quisesse candidato, bastava demiti-lo da liderança”;

b) do líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ) – “É realmente muito estranha a desenvoltura com que o coordenador político do Palácio, ministro Tarso Genro, atuou a favor de Chinaglia”;

c) do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – “Nós tivemos certeza de que o presidente Lula estava apoiando Chinaglia quando o então presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, mandou a carta propondo que o PMDB apoiasse o candidato petista. O Marco Aurélio é assessor do presidente da República. Não mandaria a carta sem autorização expressa do Lula”.

As três versões têm um ponto em comum: Lula sabia e apoiou a decisão de Chinaglia de enfrentar a candidatura à reeleição do atual presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Se em algum momento da história Lula chegou a querer Aldo como seu candidato, a verdade é que depois ele mudou de posição. Seu candidato passou a ser Chinaglia. Mas por quê?

Porque o PT fez ver a Lula que não existe futuro para um ex-presidente da República longe de seu partido de origem. Se o PT entregasse aos aliados agora a presidência da Câmara, o partido seria enfraquecido na coligação governista e poderia acabar sem candidato a presidente da República em 2010. E um candidato de outro partido da aliança, qualquer que seja ele – como Ciro Gomes (PSB), Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Campos (PSB) -, nenhum garante a Lula o conforto da respeitabilidade pós-governo.

Veja o caso do ex-presidente Itamar Franco. Elegeu um sucessor que não era de seu partido, o tucano Fernando Henrique Cardoso. De início, recebeu o favor de algumas sinecuras, mas depois acabou sendo humilhado pelo presidente quando ousou tentar se colocar como…”


SE DESEJAR ler a íntegra do artigo, pode fazê-lo acessando a página do “Congresso em Foco” na internet, no endereço http://congressoemfoco.ig.com.br/DetArticulistas.aspx?colunista=21&articulista=331.

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