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O (real) motivo. Tucanos votaram contra a CPMF por serem contra o imposto? Na-na-ni-na-não!

Já disse (e escrevi) que o melhor jornalista brasileiro, na minha (nem sempre) humilde opinião, é Luis Nassif. Com passagens por grandes veículos de comunicação, tomou rumo próprio. E é requisitado por empresas para palestras, além de manter uma agência de notícias especializada em economia. E que, noticiou-se ontem, também vai fazer análise sobre o agribusiness no Canal Rural, da RBS.

 

Não é raro me utilizar de textos dele para comentar. Pois, agora, não vou avaliar nada. Apenas afirmar que concordo integralmente com a análise feita sobre as razões por que o PSDB, no Senado e na Câmara, votou contra a CPMF. Não tem nada a ver com saúde. Mas muito com vaidade. E outras cositas. Bem, leia você mesmo:

 

“A guerra do PSDB

Em outubro do ano passado, em pleno processo eleitoral, um amigo procurou o governador eleito José Serra e o alertou: se não se afastasse de Fernando Henrique Cardoso, não teria chances. Por dois motivos. Primeiro, pela imagem que FHC deixou junto ao eleitorado, de maneira geral. Depois, porque jamais FHC o apoiaria para presidente da República.

FHC tem obsessão com sua própria biografia. Nas eleições de 2002, rifou Serra, jogou contra. Temia que um bom governo, depois dele, mostrasse as fragilidades de sua própria gestão. Apostava em um governo desastroso de Lula que, por efeito comparação, ajudaria a consagrar o seu e, quem sabe, abrir as portas para ressurgir como o grande conciliador, a consertar os prováveis erros do PT.

O governo Lula não foi um desastre. O segundo governo Lula deverá ser melhor que o primeiro. Com exceção da imprudência do câmbio, seu sucessor receberá um país melhor do que o deixado por FHC. A eventualidade de uma eleição de Serra permitiria completar um ciclo virtuoso, com Lula lançando as bases de políticas sociais consistentes e iniciando investimentos consistentes em infra-estrutura; e Serra investindo nas reformas que faltam e em políticas desenvolvimentistas.

Serra não concordou com os argumentos. Alegou que FHC era seu amigo, que o apoiava contra Geraldo Alckmin e Aécio Neves.

Na semana passada, a ficha caiu. O empenho com que FHC atuou para derrubar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não era parte de uma estratégia para derrotar Lula. A intenção era derrotar os governadores, como líder do PSDB.

Em outubro esse quadro estava claro. Com as eleições, mudavam as regras do jogo. Em tempos de paz, os governadores dão as cartas; em tempos de guerra, FHC e senadores.

No dia seguinte à derrota da CPMF, FHC se apresentava como o líder da oposição, oferecendo a mão a Lula para uma conciliação. Arthur Virgílio, livre atirador, senador que já bateu no teto de suas ambições políticas, logo após a votação, admitia ter cumprido ordens de FHC e oferecia a conciliação.

Nenhum país do mundo conseguiu dar o salto sem a pacificação política interna. Foi assim com a Espanha, a Irlanda do Norte, com Portugal pós-revolução dos Cravos, com o Chile. O desarmamento de espíritos, a continuidade da política, a…”

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra do artigo  “A guerra do PSDB”, do jornalista Luis Nassif.

 

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