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Jogo duro. Lula cobra, dos seus aliados, a ação que era comum ao tempo de FH. Dará certo?

Fernando Henrique Cardoso, que nunca (exceto no início do primeiro governo), no exercício da Presidência, foi tão popular quanto Luiz Inácio Lula da Silva, jamais perdeu uma votação relevante no Congresso Nacional. Seu grupo, que era maioria, “patrolava” os adversários, sob o comando, especialmente, do falecido Luiz Eduardo Magalhães.

 

Basicamente, o que quer o governo, agora, é fazer o mesmo. Foi o que cobrou Lula do grupo heterogêneo (e, a exceção do PT, igual ao de FH) que o apóia, o mesmo procedimento. E deu certo, pelo menos nos últimos dois dias. Quem escreve, e bem, acerca dessa mudança de rumo na atuação parlamentar governista, é o jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. Confira, e avalie você mesmo:

 

“Governo Lula decide tratar oposição ‘à moda FHC’

 

Arrancada da memória por uma liderança do PT no Senado, uma máxima do ex-deputado Luiz Eduardo Magalhães, morto em abril de 1998, tornou-se o modelo do governo Lula nas relações com o Congresso. “Vamos patrolar a minoria”, dizia Luiz Eduardo, o filho de Antonio Carlos Magalhães, que presidiu a Câmara sob FHC.

 

Quando o acusavam de truculência, Luiz Eduardo saía-se com uma resposta padrão: “Nossas armas serão o regimento e os votos da maioria.” É o que cobra Lula de seus aliados. O presidente encomendou dos apoiadores do governo no Congresso o “enquadramento” da oposição. Nos moldes do que fazia o antecessor Fernando Henrique Cardoso.

 

Rodeado pelos mesmos partidos que gravitavam em torno de FHC, Lula deseja dos que lhe dão suporte legislativo que recorram ao regimento e à maioria, as armas preferidas de Luiz Eduardo, ex-estrela do PFL. Não faz sentido, diz o presidente, que o governo se deixe emparedar pela minoria representada por PSDB e DEM, como o pefelê dos Magalhães passou a se chamar.

 

Lula festejava com auxiliares, na noite desta quarta-feira (12), a aprovação da medida provisória da TV Pública e do projeto de Orçamento para 2008. Classificou as duas votações como “divisor de águas”. Massacrados de madrugada e rendidos à tarde, PSDB e DEM, pilares de FHC no Legislativo, queixam-se de “truculência” do Planalto. Prometeram reagir com a obstrução. O governo dá de ombros. Diz-se nos arredores de Lula que não foram empregados senão os recursos largamente utilizados sob FHC.

 

O inusual, afirma Lula, é o que se deu na votação da CPMF, em dezembro do ano passado. Minoritária, a oposição prevaleceu sobre o governo servindo-se do reforço de legendas governistas. Algo que o presidente não parece mais disposto a tolerar. Escorado em popularidade ereta, resolveu chamar a atenção da sociedade para as “segundas intenções” de seus adversários…”

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra do artigo “Governo Lula decide tratar oposição ‘à moda FHC’”. E aqui, outras notas do jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo.

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