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Conversa fiada. Um doce para todos os congressistas, se alguma reforma política acontecer

Sempre se disse (e escreveu) que o governo, qualquer governo, aprova o que quiser no Congresso Nacional – desde que se mobilize para tanto. É verdade: todas as derrotas governistas, desde tempos imemoriais, o que inclui portanto os períodos autoritários, em nível parlamentar, se deveram à incompetência do Executivo e seus aliados.

 

Exemplo: o Palácio do Planalto e seus articuladores foram muito incompetentes, e permitiram que a minoria virasse maioria, na votação da prorrogação da CPMF pelo Senado. Em contrapartida, se juntou e patrolou os oposicionistas na Câmara dos Deputados, quando da aprovação da nova CPMF, faz dois meses.

 

Então, por que não sai a reforma política, se o próprio Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, como aconteceu nesta terça-feira, diz ser sua vontade? Por que, na verdade, não é. Isso mesmo. Nem do presidente, nem de seus articuladores, menos ainda da base governista. E, no caso específico, também da oposição.

 

Por que isso acontece? Por que essa rejeição? Ora, é simples: uma reforma mínima acaba com o mandato de muitos deles. É isso, nada além. Ou alguém de fato acredita que seja possível implantar, para começar, algum tipo de voto distrital, financiamento público de campanha, fidelidade partidária absoluta e outras questões menores? Duvideodó que se avance um milímetro. Agora, quem quiser se iludir, fica à vontade.

 

A propósito da intenção presidencial, e da orientação dada aos que representam Sua Excelência no Congresso, inclusive o ministro José Múcio (na foto de Wilson Dias, da Agência Brasil) confira a reportagem de Leonencio Nossa, d’O Estado de São Paulo. A seguir:

 

“Lula pede esforço pela reforma política e ‘visibilidade’ do PAC

Em reunião da coordenação política, presidente diz a ministros que objetivo é ‘injetar otimismo no País’

 

presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou aos ministros da coordenação política, em reunião de duas horas e meia no Palácio do Planalto nesta terça-feira, 22, que se dê mais “visibilidade” a obras e investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O objetivo da medida é de “injetar otimismo” no País, revelaram fontes do Planalto.  

Segundo essas fontes, Lula ressaltou aos ministros, na reunião, em que se discutiram as ações do governo para o segundo semestre, a necessidade de se divulgar que as obras do PAC estão sendo executadas dentro do cronograma. 

Os ministros da Justiça, Tarso Genro, e das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, fizeram um balanço das ações do governo para tornar viável a proposta da reforma política e consideraram possível que o projeto possa integrar a agenda política após as eleições municipais de outubro.

De acordo com relato dos assessores palacianos, o presidente da República voltou a defender a necessidade do engajamento dos presidentes da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), na votação da reforma política.

Lula recomendou ser essencial que a proposta da reforma política não seja “carimbada” como iniciativa do governo. Entende ele, segundo assessores, tratar-se de um debate institucional, que deve envolver a participação do Legislativo e dos partidos políticos…”

 

 

SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem “Lula pede esforço pela reforma política e ‘visibilidade’ do PAC”, de Leonencio Nossa, d’O Estado de São Paulo.

Leia também a reportagem “Lula pede prioridade para discussões da reforma política depois das eleições”, de Yara Aquino, da Agência Brasil.

 

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