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Reforma política. Garibaldi Alves embarcou na idéia. Mas, creia, também não vai passar disso

Tenho dito e escrito que não acredito em reforma política. Perdi qualquer crença no atual Congresso Nacional. E duvido muito que o próximo a ser eleito faça alguma coisa a respeito, por mínima que seja. A única, repito, a única possibilidade é uma constituinte exclusiva para tratar do assunto. Os atuais deputados e senadores não mudarão absolutamente nada que os possa, individualmente, prejudicar.

 

Como uma reforma política pressupõe financiamento público de campanha, fidelidade partidária absoluta, voto distrital (puro ou misto), entre outras inovações que dificultarão o fisiologismo e fortalecerão os partidos, é inviável que um grupo que não está afeito a isso o rejeite. E não se diga que se está falando de algo absurdo. Afinal, os congressistas tiveram a oportunidade de tratar do tema ano passado. E não fizeram. Logo, por que acreditar que agora, em semestre eleitoral, o façam? Eu fora.

 

Mas o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião com o seu conselho político, deu a dica: quer ver o assunto debatido e decidido no parlamento. Acredite quem quiser. Quem (faz de conta que) crê é o presidente do Senado e do Congresso, Garibaldi Alves (na foto de Jane de Araújo, da Agência Senado), do PMDB. Então, vamos ver o que ele tem a dizer, a seguir:

 

“Reforma Política: Congresso pode debater matéria neste ano

 

O presidente do Congresso, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), defendeu, nesta quarta-feira (23), o início das discussões da reforma política ainda neste ano, e a conclusão em 2009, quando não haverá eleições. Na avaliação do parlamentar, o atual sistema político precisa de alterações, principalmente quanto ao financiamento de campanhas, à fidelidade partidária e ao fortalecimento dos partidos.

Terça-feira, durante reunião da coordenação política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos ministros da Justiça, Tarso Genro, e das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que priorizem o debate sobre a reforma política após as eleições municipais de outubro. Lula pediu que os ministros conversem com os presidentes da Câmara e do Senado. O objetivo do governo é incluir a reforma na pauta de discussões das duas casas.

“Acho que o Congresso deveria ter uma proposta já votada e isso quase se tornou possível no ano passado. E agora, voltando, é um dever do Congresso discutir profundamente a reforma política para tentar viabilizá-la. O presidente tem razão quando faz este apelo”, disse Garibaldi Alves Filho.

Ousadia
O vice-líder do PT deputado Fernando Ferro (PE) concorda que a reforma pode ter alguns pontos votados no segundo semestre, mas não tudo o que, na avaliação do parlamentar, deveria ser deliberado. “Uma reforma política como a que necessitamos, porém, acho muito pouco provável que seja votada, até porque, pela estrutura dos partidos e das bancadas que temos hoje, há uma reação a qualquer avanço nessa área”, avaliou Ferro. “Isso nos preocupa porque uma reforma política vai precisar de ousadia, coragem de apostar em coisas novas e de mudanças das estruturas”, complementou o vice-líder.

Convergência
Já o líder do PSDB, deputado José Aníbal (SP), acredita ser viável a aprovação da reforma ainda neste ano, desde que haja convergência de ações do governo e do Congresso. Segundo José Aníbal, a reforma é um desejo da sociedade. “Ela vai construir a relação entre o eleitor e o eleito”, diz. Para ele, o propósito é uma reforma política que mude a natureza do voto, no sentido de dar à representação parlamentar uma…”

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem “Reforma Política: Congresso pode debater matéria neste ano”, de Idhelene Macedo, da Rádio Câmara, distribuída pela Agência Câmara de Notícias.

 

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