Do Fritz Nunes. As CPIs da Petrobrás e a da Yeda. E a opinião do senador Pedro Simon
Recebi, e reproduzo, texto enviado pelo jornalista Fritz Nunes. O assunto é, basicamente, sobre o pensamento do senador Pedro Simon, do PMDB, acerca da criação da CPI que trata dos negócios da Petrobrás e a possibilidade de instalação de uma CPI no Rio Grande do Sul para investigar irregularidades que poderiam ter sido cometidas na campanha da governadora Yeda Crusius. Acompanhe:
As CPIs de lá e de cá
Enquanto em Brasília, a oposição aposta numa Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que faça uma devassa na Petrobras, no momento em que os olhos da cobiça nacional e internacional se voltam em direção ao pré-sal, em plagas gaúchas, os deputados titubeiam em investigar as acusações contra o governo Yeda que parecem brotar da terra.
E, enquanto isso, o senador Pedro Simon, paladino da moralidade, que diz assinar toda e qualquer CPI (em Brasília), no Rio Grande do Sul orienta a bancada peemedebista a não abandonar a governadora e evitar assinar a CPI. No último final de semana, segundo jornais da capital, o senador foi cobrado pelo deputado estadual Nelson Härter (PMDB), sobre qual o motivo para estimular a assinatura de CPIs em Brasília, mas ser contrário a elas aqui no estado.
Como se percebe, cai mais um ídolo de pés de barro. Está muito claro o motivo que leva Simon a não apoiar uma investigação pente-fino no Rio Grande do Sul. No arrazoado do texto que justifica a CPI, os deputados de oposição mencionam a investigação da Polícia Federal intitulada de Operação Solidária. Nesta investigação, segundo divulgado pela imprensa, peixes graúdos do PMDB estariam sob suspeita. Interessaria a Pedro Simon nesse momento que esses fatos viessem à tona? Realmente, esta é a política como ela é. O paladino da moralidade é coisa para inglês ver.





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