Adeus, Renan. Presidente do Senado cairá. Só não se sabe quando. Quem será o substituto?
Desde que a crise provocada pelo intercurso amoroso combinado com filho nascido fora do casamento, pensão alimentícia e o amigo lobista para pagar a jornalista mãe da criança, a situação do presidente do Senado, Renan Calheiros, só fez piorar.
Pode-se discutir a origem (e eu próprio tenho feito isso, como você verá em nota que publicarei mais tarde, sobre a mídia grandona), mas não há como deixar de perceber que o senador alagoano está com os dias contados. Até mesmo uma saída honrosa, neste momento, parece muito pouco provável.
É verdade que, publicamente, o governo – e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva – tenta dar uma aparência de apoio. No entanto, ao Palácio do Planalto também não interessa a indefinição. Afinal, o que não falta é projeto do interesse presidencial (como o Plano de Aceleração do Crescimento, para ficar num único exemplo) para ser apreciado na chamada câmara alta do Congresso Nacional.
Logo, o que se percebe, ao ler e ouvir os analistas das coisas brasilienses, é uma busca de salvar a cara, se possível. E trabalhar o nome do substituto de Renan. A oposição, diz-se, aposta em Jarbas Vasconcellos. Ele é do PMDB, maior partido no Senado e que, é a tradição, terá o direito de indicar o Presidente. Mas o pernambucano longe está de preferido de Lula.
Mas, e será possível uma solução intermediária? Até este momento, é impossível prever. Só não se pode acreditar que o governo vai assistir a tudo, quieto. No mínimo, esperneará. Como? Não demora muito e se saberá. Quanto a Renan… Bem.. O Renan… Ah, o Renan. Danou-se. Só ele, taaaalvez, não notou isso. Ainda.
SUGESTÕES DE LEITURA – confira a reportagem Planalto avalia que queda do peemedebista é inevitável, de Vera Rosa, da sucursal de Brasília dO Estado de São Paulo.
Leia também a nota Oposição já articula Jarbas para o lugar de Renan, do jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo.





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