De Márcia Estivalet. Ex-titular da 8ª CRE diz que seu espaço não foi valorizado pelo PMDB
Publiquei, na manhã de ontem, a nota Troca-troca. PT anuncia resultado da pesca em águas do peemedebismo. Sem grandes novidades. Se quiser relembrar, acesse a íntegra aqui .
Lá pelo final do texto, escrevi o seguinte parágrafo:
Com relação a Márcia Estivalet, a explicação dada para a virtual mudança de sigla seria a perda de espaço junto ao peemedebismo. Um importante líder partidário disse a este (nem sempre) humilde repórter, com todas as letras: ela foi muito beneficiada quando éramos governo; mas esqueceu que, agora, não somos mais, em nível estadual.
A propósito desse trecho, ainda que a autora não tenha especificado, recebi a correspondência eletrônica que reproduzo a seguir, na íntegra, inclusive com os grifos a ela apostos. Depois, faço um pequeno comentário. Confira:
Prezado colunista
Ao cumprimentá-lo, em razão de notícias divulgadas, no seu site, em 1º de outubro, esclareço o que segue:
. A perda de espaço junto ao PMDB não é o fator de descontentamento. A afirmação correta é que não ocorreu a valorização do meu espaço conquistado, juntamente com todos os companheiros e colegas de Coordenadoria, independentemente de partido político. Isso é ética profissional e competência, reconhecidas por todos que de nós precisaram e conosco trabalharam, assim como por vários partidos políticos que já me procuraram.
. Quanto a NÃO SER GOVERNO, tua fonte não está esclarecida. Pelo que consta e é notório, o PMDB faz parte do governo, SIM, inclusive detém “n” cargos de confiança em Porto Alegre, Santa Maria e no Estado.
. Em relação aos benefícios que supostamente recebi, gostaria que a fonte de informação fosse mais explícita, citasse e comprovasse. Creio ter feito muito mais do que recebido, como profissional da Educação.
. Por fim, registro, mais uma vez minha indignação, declarando que é por estas e outras afirmações (como deste importante (?) líder partidário, que se esconde no anonimato) que o PMDB está se desgastando. É preciso saber ser companheiro, reconhecer valores e ter dignidade partidária. Os ilustres e importantes líderes partidários deveriam provocar o diálogo e agregar e não, simplesmente, estimular e saborear a dispersão.
Bom ter a oportunidade de falar. Agradeço a atenção sempre dispensada e deixo-o à vontade para publicar, na íntegra, este texto.
Márcia Teston Estivalet
COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: Só para constar, a expressão que utilizei – um importante líder partidário é exatamente o que quer dizer: um importante líder partidário. Ah, a ex-Coordenadora Regional de Educação expôs, com absoluta clareza, as suas discordâncias com o PMDB. Mas não confirmou, ou pelo menos não entendi assim, sua adesão a qualquer outra sigla. Ou li mal?
AH, UM ESCLARECIMENTO: não tenho procuração para defender o, repito, importante líder partidário. Mas esclareço que omiti o nome porque as circunstâncias informais em que a afirmação foi feita me levaram a isso. É provável, até, reconheço, que não se desse conta de que o que disse poderia ser publicado. No entanto, se ele entender adequado, o nome será citado. Mas apenas SE concordar. A qualidade dele não está em discussão. Pelo menos não para este repórter.





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