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Algo de novo – por Carine Prevedello

Algo de novo está acontecendo no Brasil. Só não vê quem não quer. Sexta-feira, quando o Rio de Janeiro foi anunciado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como a cidade-sede das Olimpíadas em 2016, imediatamente comecei a projetar o futuro. Minhas filhas, antes dos 15 anos, poderão assistir a uma Olimpíada no seu país. E, dois anos antes disso, poderão assistir aos jogos da Copa do Mundo de futebol logo aqui, a pouco mais de 200 quilômetros. Até pouco tempo, tudo isso era bastante improvável.

É um momento histórico ao qual, tenho certeza, muitos não esperavam que chegássemos. Há muitos efeitos simbólicos nessa situação. Uma expressão já ultrapassada dizia que “o Brasil é o país do futuro”, o que para muitos significava que estaríamos sempre esperando por um tempo que não chegaria. Pois bem, imagino que sexta milhares de pessoas começaram a acreditar que o futuro chegou. E que nós estamos lá, como protagonistas.

Dezenas de grandes cidades em países riquíssimos sonham em receber uma Olimpíada, é para isso que entram em uma disputa difícil, investindo o melhor de seus recursos para conseguir conquistar esse “direito”, como disse o nosso presidente. Por que esses países fazem isso? Se houvesse algo de ruim em sediar uma Olimpíada, jamais tantas cidades buscariam essa oportunidade.

A maior crítica que tenho ouvido dos nossos conterrâneos é sobre a prioridade dos investimentos públicos. O fato de que há áreas fundamentais, como saúde, educação e saneamento não recebem os recursos necessários para que a população viva com o mínimo de dignidade. É evidente que essa é uma realidade que não pode ser negada. Todavia, estou entre aqueles que enxergam o muito que já foi feito no combate à fome, por exemplo. E que tivemos muitos avanços na educação, que, pelo menos no Ensino Superior, nunca viu um volume de investimentos tamanho. Minha colocação profissional hoje é resultado disso. Basta visualizar a expansão da UFSM para reconhecer que o Ensino Superior vive uma revolução. Por outro lado, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está aí, à disposição daqueles que tiverem competência para implantá-lo nos municípios.

Há muito por onde avançar, sim. Mas não podemos deixar de reconhecer que já avançamos muito. 2016 é logo ali. O futuro já está batendo à nossa porta. E é no Brasil que ele está sendo semeado.

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