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EDUCAÇÃO. Encontro de docentes discute, em Santa Maria, a reforma universitária

Antonio Lisboa (C): o que há é uma “desregulamentação” da educação, que é tratada como “mercadoria”
Antonio Lisboa (C): o que há é uma “desregulamentação” da educação, que é tratada como “mercadoria”

Está encerrando neste domingo a quinta edição do Encontro de Grupos de Trabalho do ANDES-Sindicato Nacional dos docentes. O anfitrião é a Seção Sindical dos Docentes da UFSM. No sábado pela manhã, o tema foi reforma universitária, reunindo docentes e estudantes.

Para saber mais do que se discutiu e concluiu, eventualmente, no encontro sabatino, acompanhe material distribuído pela assessoria de imprensa da Sedufsm. O texto e a foto são do jornalista Fritz Nunes. A seguir:

Universidade em construção é a que atende ao “mercado”, diz diretor do ANDES-SN

O Movimento Docente sempre defendeu um projeto de universidade pública, gratuita e de qualidade, baseado no tripé ensino, pesquisa e extensão, completamente independente do mercado. Pois bem, esse modelo está “superado”. O modelo em construção pelo governo federal está intimamente atrelado a uma visão mercadológica, com base nas orientações de organismos como o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio (OMC). A análise é do professor Antonio Lisboa Leitão de Souza, diretor do Sindicato Nacional dos Docentes (ANDES-SN) e membro da coordenação do Grupo de Trabalho de Políticas Educacionais (GTPE) do ANDES-SN. Lisboa, que é docente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, falou na manhã deste sábado, 24, no painel “Reforma Universitária e suas conseqüências para a sociedade brasileira”. Participaram ainda do mesmo painel, o representante do Sindicato dos Servidores (ASSUFSM), Rogério Silva, e o dirigente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFSM, Pedro da Silveira. A atividade integra o V Encontro de Grupos de Trabalho (GTs) do ANDES-S – que iniciou na sexta, 23, e vai até esse domingo, 25.

A afirmação do integrante da Coordenação do GTPE se embasa na concepção que tem norteado as políticas do Ministério da Educação para as universidades. Segundo Antonio Lisboa, o que tem ocorrido é um processo de “desregulamentação” da educação. Enquanto existem 14 projetos protocolados na Câmara Federal tratando da reforma universitária, a comissão especial que analisa o assunto selecionou quatro para serem os fios condutores do relatório final, sendo que estes são os que mais exprimem uma visão de educação não mais como “direito de todos” e sim como “mercadoria”, destaca o diretor do ANDES-SN. Quando se fala em “flexibilização”, Lisboa ressalta que isso significa “flexibilizar os modelos institucionais” e também “flexibilizar os modelos de formação”.

Quando se fala em “flexibilizar o modelo” significa que a concepção em curso é de que não há mais necessidade de uma universidade que esteja embasada no modelo ensino, pesquisa e extensão. Esse modelo custaria caro, então, torna-se mais fácil fazer uma expansão como na atualidade, em que a precariedade torna-se a marca fundamental. As estruturas multicampi, com déficit de funcionários, poucos laboratórios, faz parte dessa lógica de que, se o modelo não é mais aquele que atrela as três funções, então, pode-se ter uma expansão mais barata. Por outro lado, no que se refere ao setor privado, a partir dos…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas e distribuídas pela assessoria de imprensa da Sedufsm.

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