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PMDB EM CHAMAS. Enfim, todos vieram à luz. E se escancara a divisão no Rio Grande

Schirmer e Simon estão juntos na idéia de afastar o deputado
Schirmer e Simon estão juntos na idéia de afastar o deputado

Na nota “Fratura exposta”, a jornalista Rosane de Oliveira, na coluna “PÁGINA_10”, de Zero Hora, dá conta de “diálogo” havido na convenção do PMDB de Porto Alegre, no último domingo e que significou uma ruptura nas relações entre os dois principais articuladores estaduais do PMDB, o senador Pedro Simon e o deputado federal Eliseu Padilha, respectivamente presidente e secretário geral da agremiação.

 A letras tantas do texto da colega de ZH, há o seguinte diálogo, sobre um jantar havido dias antes, na capital:

“…(Padilha) – O senhor pode jantar com quem quiser sem me convidar, mas se mandou a conta para o partido, era um encontro partidário e eu sou o secretário-geral.
Simon se alterou e bateu na mesa:
– Se tu queres ficar com o partido, fica. Comigo tu não vais ser presidente. Estou indo embora…”

Sim, e daí? Afinal de contas, até as pedras das proximidades da Avenida Farrapos, em Porto Alegre, nas proximidades da sede estadual do PMDB, sabem que Simon e Padilha não se bicam. E que o primeiro, não obstante sua importância histórica indesmentível, hoje é apenas (o que não é pouco, claro) um símbolo do (P)MDB. E quem tem poder efetivo, no partido, é Padilha – que controla a maioria da base de filiados, localizada no interior do Rio Grande.

O interessante, do ponto de vista santa-mariense, é que o principal nome do peemedebismo local é o prefeito Cezar Schirmer. Que estaria para Simon, guardando as devidas distâncias de qualidade política e de “estrada”, assim como, para ele (Schirmer) está o vereador-secretário Tubias Calil. Aliás, consta que Schirmer também teria comparecido ao tal jantar anterior à convenção.

E mais: Schirmer faria parte ativa da busca de Simon de, em bom português, dar “um golpe político” em Padilha, excluindo-o da Executiva Estadual. O que, aquelas mesmas pedras talvez sejam boas testemunhas, será muito difícil.

A menos, ressalve-se, que nas convenções do último final de semana, Simon tenha conseguido reverter uma tendência e elegeu mais delegados nas convenções municipais. Esses números, claro, não estão fechados, mas parece improvável que a hipótese tenha se concretizado.

Aliás, tenho uma curiosidade: em Santa Maria, dos 18 delegados à convenção estadual, quantos estarão com Schirmer e Simon? Não sei a resposta. Não adianta me perguntar.

EM TEMPO: uma consideração se faz necessária. Em Santa Maria, há dois anos, Schirmer, muito corretamente, fez o possível e o impossível para pacificar o partido, diante da iminência do episódio eleitoral municipal. Ele sabia que um partido fraturado em nada ajudaria, muito pelo contrário, a disputa do ano seguinte. Aparentemente, a lição local não é reprisada em nível estadual.

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