BALONISMO. Sindicalista quer transparência. E explicações de uma empresa estatal

BALONISMO. Sindicalista quer transparência. E explicações de uma empresa estatal - balao-corsan

Ano passado, a Corsan foi uma das patrocinadoras do evento. E agora?

A propósito do Festival Internacional de Balonismo, cuja segunda edição Santa Maria é sede daqui alguns dias, e sobretudo sobre o patrocínio (que, neste ano, aparentemente não haverá) da Corsan, recebi texto (e também foto) de Rogério Ferraz. Além de leitor (e comentarista) habitual deste sítio, Ferraz é da diretoria do Sindiágua, que congrega os trabalhadores da Companhia. Acompanhe:

Festival de balonismo

Parece incrível, mas há uma grande probabilidade de não vermos a cena da foto acima em Santa Maria este ano.

Calma! Não estou dizendo que o Festival não ocorrerá, até por que é ano eleitoral e se for preciso até se antecipa a data do evento para que fuja do período eleitoral. Afinal, a motivação para o evento não interessa (o ano passado, salvo engano, foi no mês de aniversário da cidade), o que importa é dar visibilidade ao secretário de quase todas as pastas.

O que estou afirmando é que muito possivelmente a Corsan não retirará R$ 50 mil dos seus cofres como fez o ano passado patrocinando o evento. Dinheiro, aliás, que faz muita falta na gestão da empresa. Se alguém duvida, pergunte aos funcionários do setor de redes que consertam vazamentos se há peças no almoxarifado para quando acontece uma emergência e falta água em alguma parte da cidade. A resposta o povo de Santa Maria e do Estado já conhecem. Então, se não há recursos para o essencial, como que a direção da empresa sai patrocinando eventos por todo o estado? Mas não é para qualquer evento este patrocínio. É tudo escolhido a dedo.

Mas, há um fato que no mínimo deve ser comentado. A se efetivar realmente a ausência de patrocínio, qual seria o motivo? Apenas por que foi questionado no ano passado? Então quer dizer que realmente o dinheiro pode não ter ido para onde deveria? Eu jamais afirmaria algo a respeito, mas não sou ingênuo, eu sei o que acontece nestas campanhas eleitorais (Yeda, por exemplo, até hoje não explicou a compra de sua mansão tão logo acabou a eleição).

Volto a implorar que nossos vereadores fiquem mais atentos ao que acontece com os recursos públicos. Tudo bem que este recurso que falo é do Estado, mas a organização do evento é de âmbito municipal. E, afinal, tudo é dinheiro do povo.

Só para constar: O ofício que o sindicato da categoria, SINDIÁGUA, enviou à direção da empresa pedindo esclarecimentos sobre esta verba, até hoje não foi respondido. Então, o somatório dos fatos me deixa muito preocupado como cidadão. Ah, e por favor, não venha alguém querer afirmar que sou contra o evento. Apenas peço transparência.

PS. Depois que redigi este texto, estive em reunião com os colegas do setor operacional. Não gostaram nada de saber deste patrocínio, pois são exatamente estes colegas que sentem na pele a falta de condições de trabalho. Gostaram menos ainda quando eu disse que o eventual beneficiário político (pelo menos) é um candidato do mesmo partido que está promovendo demissões imotivadas na empresa.”

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