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É tão óbvio, mas… Tucanos divididos, caminham com Alckmin para o cadafalso de São Paulo

Dê uma conferida na nota publicada pelo jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. Ele é emblemático de uma situação vivida pelo PSDB especificamente em território paulistano. Mas que, no médio prazo, terá óbvia conseqüência no plano nacional. Acompanhe:

 

 

“PSDB formaliza candidatura Alckmin em 5 de maio

 

Geraldo Alckmin acertou com a cúpula nacional e com a direção municipal do PSDB o dia do lançamento formal de sua candidatura ao cargo de prefeito de São Paulo. Será daqui a uma semana, em 5 de maio. Seu nome será aprovado em reunião da Executiva do partido na capital paulista.

 

Com isso, Alckmin pretende enterrar o falatório acerca da possibilidade de desistir da disputa. Nesta segunda-feira (28), para evitar que o diz-que-diz continue a alçar vôo nos sete dias que faltam para a reunião da Executiva, os partidários de Alckmin realizam um ato de apoio a ele. Será num auditório chamado “Espaço Veneza”, na região central de São Paulo.

 

As especulações que roem a postulação de Alckmin tonificaram-se na semana passada, depois que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) obteve o apoio do PMDB de Orestes Quércia. Sob aplausos invisíveis de José Serra. Embora tucano como Alckmin, Serra joga o seu prestígio na reeleição de Kassab.

 

Com o assentimento do candidato, o pedaço do PSDB que está com Alckmin prepara uma espécie de arapuca para Serra. Algo que force o governador a apoiar, ao menos em público, a opção partidária. Planeja-se o seguinte:

 

Depois de receber, finalmente, a chancela formal do PSDB paulistano, Alckmin será aclamado num ato público a ser realizado antes do fim de maio – espera-se que aconteça até o dia 20. A coisa foi concebia para transbordar as fronteiras de São Paulo.

 

A idéia é arrastar para o ato pró-Alckmin os principais grão-duques do tucanato – de Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra, a Sérgio Guerra, mandachuva de fato; de Arthur Virgílio, líder no Senado, a…”

 

 

COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: é impressionante a capacidade tucana de auto-flagelar-se. É, cá entre nós, um partido sem comando. Ou sem uma liderança nítida, mesmo que acima da agremiação. Afinal, em que outra agremiação (das fortes), um único nome, mesmo inviável eleitoralmente, como Geraldo Alckmin, consegue se impor, em detrimento dos valores maiores da sigla? É tão óbvio, para quem está longe ao menos, que a candidatura dele é o melhor caminho para o cadafalso, que não dá pra entender o democratismo tucano.

 

 

SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui a íntegra da nota “PSDB formaliza candidatura Alckmin em 5 de maio”, de Josias de Souza. E  aqui confira outras informações publicadas pelo jornalista da Folha de São Paulo

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