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ELEIÇÕES 2010. Programa (em gestação) de Dilma prevê “mais Estado” na economia

Não entendo: o tom crítico que enxergo em alguns textos de análise e até mesmo em reportagens, contra a participação do Estado na economia, colide com o pedido de coerência aos políticos. Ora, a trajetória de Lula indica isso, e até em boa parte é por isso que ele se elegeu duas vezes – e só é lembrada quando ele socorre (como ocorreu ano passado) empresas privadas para evitar o colapso decorrente da crise ianque.

Lula e Dilma: Estado forte. Mas alguém poderia imaginar diferente?

Pois, creia: Dilma Rousseff tem um caminho semelhante ao do Presidente, para não dizer que ela é ainda mais defensora do Estado. Daí porque, pelo menos este (nem sempre) humilde sítio acredita que ao prever uma intervenção maior, isso deve ser sempre destacado como um ato coerente. Ou imaginam que Dilma, se eleita Presidente da República, vai, como o PSDB fez lá, e o PMDB cá, privatizar mais algum serviço público?

Dito isto, acompanhemos a reportagem, por sinal muito interessante, porque elucidativa e fruto de boa investigação, publicada nesta sexta-feira pelo jornal O Estado de São Paulo. O texto é de Vera Rosa, com foto de Ricardo Stuckert, da SCS/Pr. Acompanhe:

Plano de governo do PT para Dilma reforça papel do Estado na economia

…Ancorado pelo mote de um novo “projeto nacional de desenvolvimento”, o programa de governo do PT vai situar a candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à esquerda da gestão Lula. Documento com as diretrizes que nortearão a plataforma política de Dilma, intitulado A grande transformação, prega maior presença do Estado na economia, com fortalecimento das empresas estatais e das políticas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal para o setor produtivo.

O texto a ser apresentado no 4º Congresso Nacional do PT, de 18 a 20 de fevereiro – quando Dilma será aclamada candidata ao Palácio do Planalto num megaencontro em Brasília – diz que a herança transmitida à “próxima presidente” será “bendita”, após duas décadas de estagnação e avaliações “medíocres”. Em 2003, quando assumiu o primeiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter recebido uma “herança maldita” do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na tentativa de esvaziar o mote do pós-Lula entoado pelo PSDB, o documento obtido pelo Estado sustenta que só o herdeiro do espólio lulista pode oferecer as bases para a formulação de um “projeto nacional de desenvolvimento”, que mescla incentivos ao investimento público e privado com distribuição de renda…”

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