DIVISÃO DE PODER. 63 milhõe$ de motivo$ incentivam disputa por quase 200 cargos
É verdade que a disputa que mais chama a atenção é a que se dá em torno dos ministérios. A divisão do poder federal entre os partidos que venceram a eleição cria uma coleção de informações dando conta do briga pelos melhores postos. Que tenham visibilidade política, de um lado, e recursos financeiros de outro.
Mas há uma querela que movimenta os bastidores, nem sempre muito percebida pelo distinto público. É a que acontece, muitas vezes renhida, para colocar parceiros em postos de segundo e terceiro escalões e que movimentam muitos milhões. E isso, obviamente, confere poder ao titular.
É disto, especificamente, que trata reportagem de Bruno Villas Boas, publicada no final de semana no jornal O Globo. Vale a pena ler, nem que seja apenas para saber onde estão esses verdadeiros mapas da mina. Confira:
“Mudança de governo abre disputa por 161 cargos em diretorias e conselhos de empresas, cujos salários somam R$ 63 milhões por anos
A disputa por cadeiras em cargos-chave das maiores empresas estatais e bancos públicos brasileiros envolve, além do controle político sobre investimentos e crédito, uma engrenagem que vai pagar somente este ano mais de R$ 63,6 milhões em salários e benefícios para diretores e conselheiros de oito das principais companhias federais.
Na queda de braço entre PT, PMDB e a base aliada do novo governo para ocupar postos estratégicos, estão em jogo 83 cargos de diretorias (incluindo presidências e vice-presidências) e 78 assentos em conselhos de Administração e Fiscal em estatais como Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal. Outras estatais também estão na mira de partidos, como BNDES e subsidiárias da Eletrobras, responsáveis por grandes projetos de infraestrutura.
Levantamento do GLOBO sobre a remuneração das principais estatais mostra que alguns desses futuros nomeados vão receber salários polpudos, que chegam a superar R$ 1,4 milhão ao ano na Petrobras e R$ 870 mil anuais no Banco do Brasil. Para políticos, as nomeações significam poder. Para os executivos apoiados pelos partidos, um atalho para remunerações ainda maiores que a iniciativa privada vai pagar quando deixarem um cargo de relevo no governo…”
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