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Pode virar problema. Grandes partidos precisam “administrar” excluídos das nominatas à Câmara

Publiquei na terça-feira o desabafo de um excluído da nominata do PMDB para o pleito proporcional. Era (e é) um nome importante na “nomenklatura” do partido, especialmente na JPMDB. Se ele tem razão ou não na sua queixa, externada de forma veemente, somente os peemedebistas podem julgar. Mas o fato é que não se trata de situação isolada. Longe disso.

 

No mesmo PMDB, como me contou ontem um dirigente bastante graduado e que participou do processo de escolha dos candidatos do partido, outras figuras precisaram ser cortadas, especialmente depois que a sigla decidiu acolher o pedido do PP, com quem se coligou para o pleito proporcional. PARÊNTESES: minha fonte, e esse é o recado aos patrulheiros de plantão, nããão é da Executiva. FECHAR PARÊNTESES.

 

Qual o critério escolhido, então, para definir a relação de 10 nomes do gênero masculino (no feminino, a questão foi inversa – a falta de concorrentes)? Um é óbvio: garantiu-se a presença dos cinco atuais edis e do primeiro suplente na eleição passada. Pronto: só restaram quatro vagas. Uma foi para um líder empresarial, outras duas para históricos da sigla. E uma quarta para alguém ligado a uma igreja evangélica. E se chegou à dezena.

 

Estão certos os que escolheram os nomes? Não sei. Mas não sei mesmo. Exceto que, com certeza, o descontentamento foi inevitável. Como se resolve isso? É um problema de razoável proporções, que a direção peemedebista terá que administrar. E não tem outro jeito.

 

Você acha que esse bode é exclusivo do PMDB? Na-na-ni-na-não! Ele se repete em todas as grandes siglas da cidade. Aconteceu também no PP, que porém não fez barulho – por enquanto. E está se refletindo no PT, que possui uma grande nominata. E provavelmente ocorrerá no PDT e em outras siglas emergentes. Não há como contentar todo mundo.

 

É nessa hora que se verá, de um lado, a capacidade de convergência das direções partidárias. Quem tem café no bule, como diz um amigo meu, vai mostrar agora. Ou não. Ah, e os candidatos majoritários desempenham, queiram ou não, o papel de bombeiros. Inclusive porque, se não fizerem isso nessa hora, os chamuscados poderão ser eles.

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