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É PRECISO PREVENIR. 5% da zona urbana de Santa Maria corre risco de alagamentos

Tânia Sausen, do INPE: explicações sobre o levantamento realizado

O bom de tudo é que há a possibilidade de prevenção. O ruim é que não é pouco o território a merecer essa atividade. Me refiro ao levantamento feito por geólogos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e apresentado nesta segunda-feira, na Prefeitura.

Os técnicos mapearam a cidade e identificaram cerca de 643 hectares (de 12,9 mil totais) da zona urbana de Santa Maria como os de maior probabilidade de alagamento. A razão: o potencial de escoamento superficial é alto e, na contrapartida, a declividade do terreno é baixa.

Quais são esses locais? Entre eles estão regiões das vilas São João, Ecologia e Urlândia, além de áreas do centro da cidade. Preocupante? Com certeza. Mas a prefeitura discute ações preventivas, como mostra reportagem produzida pela Coordenadoria de Comunicação Social. O texto é de Vera Jacques, com foto de Maria Luiza Guerra. A seguir:

Prefeitura e INPE identificam áreas com potencial de alagamentos e discutem ações preventivas em encontro nesta segunda (4)

Com a proximidade do inverno e o início da temporada de chuvas a Prefeitura Municipal de Santa Maria já antecipa algumas ações preventivas. Nesta segunda-feira (4), uma iniciativa da Secretaria de Ação Comunitária, reuniu pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE) para discutir sobre as áreas com potencial de alagamento na cidade e as ações para evitar o problema. A primeira reunião de trabalho para tratar do tema também teve a participação da Defesa Civil do município, Escritório da Cidade, Secretaria de Infraestrutura e Serviços, Secretaria de Mobilidade Urbana e técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/SM).

Foram convidados para fazer uma exposição a coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Aplicação de Geotecnologias em Desastres Naturais e Eventos Extremos do INPE, Tânia Sausen e o pesquisador do Núcleo, Daniel  Borini.  Utilizando técnicas de geoprocessamento e imagens de satélite, Borini desenvolveu um trabalho de identificação das áreas de potencial alagamento na cidade, denominado “Modelagem Dinâmica do Escoamento Superficial na Área Urbana de SM”.

A pesquisa, financiada pelo CNPq e que foi explanada durante o encontro, analisa o uso e ocupação do solo e o tipo de solo. A partir destes dados o trabalho estabelece um parâmetro de áreas com maior escoamento e áreas com menor escoamento (em que ocorre mais infiltração do que escoamento). Após a análise do escoamento foram avaliadas as áreas com  potencial para a ocorrência de alagamento…”

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2 Comentários

  1. Não sofremos ainda com os problemas enfrentados por grandes cidades. Pelo menos, não com a intensidade verificada em catástrofes recentes. Mas tudo é questão de tempo e inoperância do poder público.

    Sem comentar o resultado do trabalho, destaco a ótima iniciativa da prefeitura em buscar os recursos especializados do INPE na busca de análises e diagnósticos para problemas que atingem a população. O que esperamos é que as ações propostas sejam seguidas, e não esquecidas no fundo de alguma gaveta.

  2. Não precisa ser do INPE para saber que boa parte dos alagamentos são causados pela perigosa mistura de falta de educação e preguiça da população.

    Semanas atrás, em um bairro da cidade de Novo Hamburgo, vi os donos de uma casa simples fazendo a capina do meio-fio em frente à sua casa.
    Isso é normal por aqueles lados.
    Não precisamos ir longe: Agudo, Cachoeira do Sul, Ijuí, Santo Angelo, Santa Cruz do Sul…
    Na minha infância, certa feita, fui com um novo amigo até sua casa, e fiz cara de surpresa ao ver que a casinha simples de madeira tinha uma cerquinha pintada de cal e uma horta no lado da casa.
    A mãe do amigo, vendo minha cara, disse que “ser pobre é uma coisa, mas ser preguiçoso e porcalhão é bem diferente”.
    Nunca esqueci esta frase.
    Aqui em Santa Maria, vários são os exemplos de ruas e casas onde o mato toma conta da frente da casa, e os moradores não fazem nada… o lixo é jogado em qualquer espaço (ruas, terrenos baldios, beira de riacho, etc…)e só sabem esperar que o poder público vá lá e faça o serviço para eles.
    Uma das coisas que mais me surpreendeu quando mudei para Santa Maria é que as pessoas usam a palavra DIREITO com grande frequência mas a palavra DEVER se ouve muito pouco, quase nada.

    Enquanto as coisas forem assim, não haverá solução para alagamentos e muitas outras mazelas que afetam a população da cidade…

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