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CENSO DOS CCs (2). Partidos que tiveram CCs demitidos não vão reaver os cargos. E tem aqueles fora de lugar

Partido que perder CC não tem garantia de que poderá repor. Muito ao contrário

A lista dos CCs/FGs – surgida a partir do recenseamento realizado pela Chefe de Gabinete Magali Marques da Rocha, por conta de ordem do prefeito Cezar Schirmer -, a que este editor teve acesso, comprova um problema identificado pelo governo: há gente fora de lugar. Isto é, está nomeada para um cargo e ocupa outro. E, portanto, é necessária a readequação.

Sem citar nomes (mas, é bom realçar, eles estão disponíveis no Portal da Transparência, no sítio da Prefeitura), a uma rápida olhada, e até pela familiaridade com a área, o editor encontrou dois exemplos dessa situação. Ambos envolvendo a Coordenadoria de Comunicação Social, vinculada à secretaria de Relações de Governo e Comunicação.

Os casos são de duas jornalistas – e estão na lauda 5 (das 7 que compõem a lista). Uma, que ocupa o cargo de gerente (CC-6), apontou João Luiz Roth como o que a indicou e está lotada oficialmente na secretaria de Educação. Outra, com o mesmo cargo, tem como padrinhos os secretários vereadores Cláudio Rosa e Tubias Calil e igualmente consta como da pasta de Educação. Resumo da ópera: ambas, que devem ser mantidas, inclusive por que competentes, terão que ser realocadas. O que deverá provocar mudanças. Afinal, o número de cargos de cada secretaria é fixado por lei.

Mas não é apenas esta a decorrência do recenseamento. Outra tem importância política provavelmente maior. No sábado, conversando com um dirigente partidário, este informou ter chancelado a demissão de uma CC (da secretaria da Fazenda). Agora, está esperando a nomeação do substituto, do mesmo partido. É provável que espere sentado.

Por quê? As demissões que ocorreram e ainda virão, e que não devem passar de uma dezena, não significam necessariamente que o “indicador” seja contemplado. As vagas estão destinadas aos chancelados por outros partidos que se agregam ao governo.

Isso mesmo: as pequenas siglas, para não dizer minúsculas ou nanicas, mas que têm valiosos 30 segundos para o tempo de rádio e televisão na campanha do próximo ano, serão as donatárias desses cargos a ser criados.

No popular de antigamente: quem for ao ar, perde o lugar. Simples assim. Ou nem tão simples, porque a conta pode ser paga com a moeda política de sempre. Ou não.

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