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Piratini. Governo chama entidades para debater planos para o Estado. Mas falta alguém. Não?

O Estado está falido, não? Bem, pelo menos é o que se diz. E é verdade, mesmo. Afinal, não há dinheiro sequer para pagar o salário dos servidores e outras despesas óbvias em Saúde, Educação e Segurança. E isso se diz há muuuito tempo.

 

Não é por acaso que surgiram, ao longo dos anos, especialmente os últimos, várias iniciativas no sentido de, primeiro, mostrar à sociedade gaúcha a situação de insolvência e, segundo, estudar alternativas capazes de minorar ou mesmo reverter o quadro.

 

O Pacto do Rio Grande, por exemplo, é talvez a melhor de todas as coisas surgidas por aqui nos últimos tempos. Conseguiu o que muitos consideravam inimaginável, como unir contrários política e ideologicamente. Não deu muito certo na hora de ir para a prática, com votações na Assembléia Legislativa indo num rumo diverso daquele pretendido pelos articuladores da idéia.

 

Agora, ao assumir o governo, Yeda Crusius deixou bem clara, mais uma vez, a precariedade das finanças públicas. Propõe um novo jeito de governar como solução. Pode dar certo. Poooode. Mas para isso seria necessário, penso eu aqui, deste vez com toda a humildade de que sou capaz de me munir, efetivamente unir as forças. Jamais dividi-las.

 

Leio, porém, no próprio site oficial do Governo do Estado (confira, mais abaixo, a sugestão de leitura), algo que vai contra essa idéia. Afinal, o Piratini, através da Secretaria de Planejamento, está convocando (não é nem convidando) várias entidades para discutir, nesta quinta-feira, o “cenário econômico do estado para os próximos quatro anos”.

 

O governo quer ajuda. E pede a quem? Fiergs, Federasul, Farsul, Pólo RS e Coredes são os convidados a sugerir medidas. Ok, ok, ok. Mas, tirando os Coredes, que são mais amplos e podem, em tese, congregar setores variados da sociedade, você leu aí o nome de alguma entidade vinculada, por exemplo, aos setores de serviço? Não falo nem em trabalhadores, porque alguns poderiam considerar “demais”, dada a ideologia do governo, mas em outras áreas igualmente representativas da sociedade.

 

Aqui, bem cá entre nós, assim fica difícil defender a união de tooodo o Rio Grande. Não jogo contra. Mas temo pelos resultados. Você não?

 

SUGESTÃO DE LEITURA –  leia aqui  a notícia “Governo convoca entidades para discutir cenário econômico estadual”. No mesmo link você encontra outras informações oriundas do Palácio Piratini.

 

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