IDIOMA. Nova ortografia tem que entrar em vigor este ano. Mas ainda há confusão

Por exemplo: você tem ideia de como usar o hífen? Bem-vindo à confusão que se instalou com a proposta da nova reforma ortográfica, que tem em 2012 o seu prazo final de implantação. Mas a história está longe de ser equânime. E não apenas no Brasil, é bom que se diga.

No que toca a nós, houve até uma audiência no Congresso, a respeito. E que mereceu material publicado originalmente no sítio da Seção Sindical dos Docentes da UFSM. Ah, a propósito, no primeiro parágrafo deste texto você leu (terá se dado conta?) pelo menos três palavras que, no regramento anterior, estariam erradas. Quais? Ideia (idéia) e equânime (equânime). Ah, o editor tem uma dúvida (olha a confusão aí) sobre bem-vindo. Não passaria a ser benvindo? Então, vamos conferir o texto de Rafael Balbueno, com informações da Agência Senado. A seguir:

 “Reforma ortográfica ainda não é consenso

A reforma ortográfica está em seu ano de definitiva implantação. O prazo final é 31 de dezembro e, até lá, todos os países que fazem parte do acordo devem adotar as mudanças. O fato é que, embora já seja antiga a intenção, unificar o português não se trata de um consenso entre os países que utilizam a língua, e o prazo, conforme se aproxima, aquece o debate sobre a real utilidade do acordo, seja na UFSM ou em Brasília. 

Em audiência pública realizada no último dia 4, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), requerida pelos senadores Paulo Bauer (PSDB-SC), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Ana Amélia (PP-RS), os professores Pasquale Cipro Neto e Ernani Pimentel avaliaram como “confusa” a implantação da reforma ortográfica. Para Cipro Neto, a reforma foi um “desastre”. O professor não poupa críticas, afirmando que “dinheiro público foi jogado no ralo” devido às “muitas imprecisões e confusões” encontradas nos livros didáticos. Para Pimentel as alterações deveriam ser submetidas ao Congresso Nacional, visto que o Decreto 6.583/2008 prevê a necessidade de que qualquer revisão passe por decisão legislativa. Assim, Pimentel ressalta que a questão, da forma que está posta, trata-se de uma ilegalidade.
Para a professora do departamento de letras estrangeiras e modernas da UFSM, Luciana Ferrari Montemezzo, o acordo ortográfico é um desperdício. “Quem realmente ganhou com essa reforma foram as editoras, que terão novas tiragens, agora atualizadas, segundo o novo acordo. Assim, garantem vendagem”, avalia Luciana.

Países não tem consenso

Na contramão do objetivo central, a unificação, segundo relatos dos professores Cipro Neto e Pimentel, os outros países não teriam interesse na criação de uma única língua portuguesa. Em recente visita a Lisboa, Cipro Neto percebeu certa rejeição por parte dos portugueses. Pimentel, por sua vez, citou declarações de Francisco José Viegas, secretário de cultura de Portugal, que defende uma modificação do acordo até 2015. Também segundo Pimentel, Graça Moura, presidente do Centro Cultural de Belém, em Portugal, manifestou-se contra o acordo, proibindo, inclusive, o uso das novas regras…”

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1 comentário

  1. FABIO

    que acabem logo com essa lenga lenga. mesmo sendo um pais “descoberto” pelos portugueses, penso que a lingua oficial no Brasil deveria ser o espanhol. e acabar com essa balela.

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