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Pacotaço. Alíquota do GNV aparenta ser o “bode” da proposta de Yeda que está na Assembléia

Com a recusa do DEM e seus três deputados, além do vice-governador Paulo Afonso Feijó, de apoiar o pacote de medidas para conter o déficit das finanças públicas, especialmente o aumento de impostos, acredita-se que a oposição tenha pelo menos 24 votos (pouco mais, pouco menos) garantidos. E, como se anuncia, tornará muito difícil a aprovação, do jeito que está, a proposta da governadora Yeda Crusius.

 

Bastarão meia dúzia, ou nem isso, de dissidentes (e eles existem) na bancada governista para que o pacotaço vá para o beleléu. Resumindo: sem uma negociação muito bem feita (e isso ainda não se viu nesse governo, cá entre nós), dificilmente o Palácio Piratini terá condições políticas de sustentar o que pretende.

 

Mas, e sempre há um mas, já surgiu, penso, o primeiro “bode” no pacote. Isto é, algo que foi colocado para ser tirado, como forma de melhorar o ânimo de uns e outros. Seria a idéia de aumentar a alíquota do Gás Natural Veicular (GNV) de 13% para 25%. O governo, segundo seu articulador econômico, o secretário Aod Cunha de Moraes Júnior, estaria disposto a rever o índice.

 

É, imagino, muito pouco, quase nada. Mas pode estar aí o início de conversa que, eventualmente, poderá reduzir o número de recalcitrantes. E, quem sabe, com mudanças (sem elas, não haverá condições), alguma coisa parecida com o pacotaço inicial será preservada.

 

Ah, e há alguns projetos, em regime de urgência, que terão ser votados até o início de novembro. O tempo corre. E o governo também. Do contrário, nada feito. É o que se percebe momento.

 

 SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui a notícia “Aod Cunha poderá negociar alíquota do GNV”, publicada pela ZeroHora.Com, com informações da Rádio Gaúcha.

Leia também a notícia “Pacotaço. Não faltarão dificuldades para Yeda aprovar medidas de arrocho que já estão na AL”, que publiquei na madrugada esta segunda-feira, com informações da AL e da ZeroHora.Com.

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