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A lição da tartaruga – por Vitor Hugo do Amaral Ferreira

Já não é de hoje que a humanidade move-se em questionamentos e respostas, eis a evolução do homem. Somos aprendizes dos nossos inventos. A acomodação não impulsiona, ao contrário, limita, restringe e passa a estagnar.

O homem reforça suas esperanças na fé, não necessariamente na religiosidade, mas sim na fé que cria deuses, sejam estes humanos ou não. Idolatra-se não apenas imagens e cultos, mas também pessoas: os criadores das tecnologias, os avanços da saúde, ou mesmo um tchu, um tcha.

Somos os sujeitos dessa tremenda aventura que é o existir, e ainda que não sejamos todos questionadores, estamos sim, em boa parte, procurando respostas. O homem na sua fascinante busca já cometeu devaneios para justificar seus meios, na intenção de ver seus fins. Há quem tenha em fim, também se perdido nos meios.

Nada que a religião, tampouco a filosofia, a química, as ervilhas, ou mesmo as maçãs, as teorias da evolução ou da gravidade não tenham tentado explicar. E a tartaruga? Dessa não tenho lembranças, não que possam explicar a evolução humana.

O nosso personagem, ainda que injustiçado nas nossas lembranças, não é só sinônimo de lentidão. A mitologia chinesa vê na tartaruga “a que transporta e sustenta o mundo”. O animal que leciona neste texto pode representar uma retirada, uma proteção, até mesmo uma certa lentidão. E conta a mitologia que a lentidão representa a evolução do mundo.

Ensina-nos a tartaruga a apreciarmos a longevidade, simboliza o trabalho, que se traduz, novamente no crédulo dos chineses, no animal que representa uma temporada de pausa. Tempo em espera, que anunciará outros novos tempos. Evolução lenta, mas segura: eis a lição da tartaruga.
Vitor Hugo do Amaral Ferreira

vitorhugodir@hotmail.com

@vitorhugoaf

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Um Comentário

  1. Ao ler o texto lembrei da Milenar China, que vinha, literalmente ‘tartarugando’ até a chegada do Camarada Mao! Abole-se então, mitos, crenças e sociedade estagnada na Revolução Cultural. A Nova China precisava nascer, porém, a Velha atrapalhava. Então, os jovens com seus ímpetos hormonais, com o Livro Vermelho ditando, a tudo destroem. O que vemos hoje? Até o Meister Marx, se revira na tumba… Seria possível comparar a Grande Marcha com o ‘despertar do desenvolvimento tupiniquim’?

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